Central do Timão
·10 de maio de 2026
Zagueiro campeão estadual pelo Corinthians relembra passagem no clube

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·10 de maio de 2026

Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão
O zagueiro Manoel, de 36 anos, que teve passagem pelo Corinthians em 2019 e conquistou o título do Campeonato Paulista diante do São Paulo na decisão, concedeu uma entrevista exclusiva ao ge.globo, e relembrou sua passagem pelo Parque São Jorge. O experiente defensor defendeu a camisa corinthiana por uma temporada emprestado pelo Cruzeiro. No começo de 2020, não teve vínculo renovado e retornou ao time mineiro.
“Foi uma passagem muito boa. Joguei 59 jogos, fui titular, joguei com Gil. Fui tricampeão paulista, fiz gols importantes. Fiz três gols em clássicos. Queria muito ter ficado lá, mas, infelizmente o Corinthians não exerceu o direito de compra, depois eu voltei para o Cruzeiro e fui para a Turquia. Mas foi uma passagem muito boa. Fui campeão num dos maiores times do Brasil”, iniciou.

Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Ao todo, com a camisa corinthiana, foram 25 vitórias, 21 empates e 13 derrotas em 59 jogos (todos como titular) – 54,24% de aproveitamento. Além disso, conforme citado, fez parte do time campeão estadual de 2019, que era comandado por Fábio Carrille. No título, formou dupla defensiva com Henrique, hoje aposentado.
Em meados daquele ano, Gil retornou ao Parque São Jorge e Manoel pôde atuar ao lado do ex-camisa 4 que, em duas passagens pelo clube (2013-2016 e 2021-2023), marcou 19 gols e deu 10 assistências em 444 partidas (435 como titular), sendo três títulos conquistados: Campeonato Paulista (2013), Recopa Sul-Americana (2013) e Brasileirão (2015). Em 2019, o Timão teve uma das melhores defesas do Brasileirão.
“O Gil é um cara muito do bem. É um cara que me ajudou muito no Corinthians. Ele já tinha jogado, saído e voltado do Corinthians. Ele me mostrou o que é o Corinthians. Ele mostrou que é muita pressão, que tinha que estar muito focado. Ele, Cássio e Fagner me ajudaram muito. Conseguimos ser tricampeões paulista e foi um momento muito especial que vou guardar para sempre na memória”, continuou.
Posteriormente, foi questionado sobre o período trabalhando com Fernando Diniz, atual treinador do Corinthians, no Fluminense – entre 2022 e 2024. Manoel defendeu a camisa do time carioca entre 2022 e 2025, marcado 10 gols e dando duas assistências em 118 jogos. Por lá, conquistou: dois estaduais (2022 e 2023), Libertadores (2023) e Recopa Sul-Americana (2024). Atualmente está sem clube.
“O Diniz treina muito, tem muitas repetições e você acaba criando confiança, o jeito de jogar te deixa mais leve dentro de campo. Ele era maluco, mas era um cara que me ajudou muito. No jogo tinha que fazer a mesma coisa do treino e se errar, f*deu. Ele dizia que tínhamos que fazer aquilo que ia ajudar lá na frente ao Germán (Cano) fazer gol, o Arias fazer gol… Então tinha que fazer assim para chegar lá.”
“Éramos muito cobrados. Treinávamos por duas horas, era muito objetivo. E isso que fez dar certo. O Fluminense teve um ano muito bacana e eu evoluí muito com ele por causa disso. Ele passava muita confiança. Quando você fazia uma jogada certa e as coisas iam acontecendo, você ia ficando mais leve e isso era muito importante”, disse.
Por fim, falou sobre a conquista da Conmebol Libertadores de 2023, na qual o Fluminense bateu o Boca Juniors, da Argentina, na decisão, no Estádio do Maracanã. Naquele momento, Fernando Diniz teve seu auge no comando do time das Laranjeiras.
“É um título muito importante, não só para mim, mas para todos os jogadores, para os torcedores e para o Fluminense. Foi uma sensação maravilhosa. Em 2022, começamos a formar um time muito forte e ganhar confiança, os jogadores se conhecendo e tendo liberdade. No treinamento, todo mundo muito sério e focado. Isso foi muito importante para 2023. Foi muito especial. Um título dessa grandeza é muito importante e é um título que vai ficar marcado na minha memória”, finalizou.
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