Jogada10
·18 de agosto de 2026
Zagueiro cobra R$ 14 milhões do São Paulo e acusa clube de negligência

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·18 de agosto de 2026

O zagueiro Ruan Tressoldi move uma ação trabalhista contra o São Paulo na qual cobra cerca de R$ 13,7 milhões e acusa o clube de negligência médica durante sua passagem pelo Morumbis. O jogador defende que a equipe o colocou em campo mesmo com dores e exames que indicavam uma lesão no joelho direito, além de apontar atrasos no tratamento e a falta de um seguro obrigatório para atletas. A informação é do “Uol”.
Segundo o processo, Ruan começou a sentir dores fortes durante o duelo contra o Palmeiras, em 11 de maio de 2025. O defensor afirma que comunicou o problema ao São Paulo, mas recebeu orientação para continuar em campo. Três dias depois, ele teria atuado contra o Libertad sem realizar exames prévios.
No dia 15 de maio, uma ressonância magnética apontou lesão no menisco, edema e tendinopatia no tendão patelar. Ainda assim, de acordo com Ruan, o clube o escalou contra o Náutico, no dia 20. O jogador também afirma que, após o surgimento da lesão, o São Paulo deixou de pagar ao Sassuolo, da Itália, valores referentes ao empréstimo.
O clube reconhece no processo que negociou com o Sassuolo para tentar manter o zagueiro, mas afirma que não chegou a um acordo com os italianos. Já Ruan sustenta que a disputa entre as equipes influenciou diretamente o tratamento e atrasou a cirurgia que considerava necessária.

Ruan Tressoldi está movendo uma ação trabalhista contra o São Paulo – Foto: Rubens Chiri e Paulo Pinto/Saopaulofc.net
Outro ponto central da ação envolve o tratamento com Plasma Rico em Plaquetas (PRP). Ruan afirma que recebeu o procedimento sem informações suficientes para decidir sobre a realização. Ele também argumenta que, até julho de 2026, o Conselho Federal de Medicina classificava o método como experimental e restringia seu uso a protocolos de pesquisa no Brasil.
Depois do procedimento, os médicos optaram pela cirurgia. O jogador, porém, diz que o procedimento sofreu sucessivos adiamentos em meio às discussões entre São Paulo e Sassuolo sobre quem assumiria os custos.
Ruan ainda afirma que pediu ao São Paulo para acionar o seguro obrigatório de atleta e custear a operação, mas recebeu a informação de que o clube não havia contratado a cobertura. O empréstimo terminou em 30 de junho de 2025, e o zagueiro deixou o clube sem passar pela cirurgia. O procedimento aconteceu em 8 de julho e, segundo a ação, ele precisou pagar em quatro parcelas no cartão de crédito.
O São Paulo contesta essa versão. No processo, o clube afirma que ofereceu ao jogador um plano de saúde com cobertura premium, incluindo atendimento no Hospital Albert Einstein.
O Tricolor também sustenta que manteve acompanhamento contínuo, com exames, fisioterapia e avaliações médicas especializadas. A defesa afirma ainda que não houve negligência, abandono ou agravamento do quadro provocado pelo clube.
Além das acusações relacionadas ao tratamento, Ruan afirma que acumulou três meses de direitos de imagem atrasados durante o período em que esteve no São Paulo. O clube pagou R$ 444 mil pela rescisão contratual, segundo a ação.
No total, o zagueiro cobra aproximadamente R$ 13,7 milhões. A conta inclui R$ 540 mil em direitos de imagem, R$ 420 mil em verbas rescisórias, R$ 26,4 mil em despesas médicas, R$ 4,5 milhões por danos morais, R$ 450 mil em multas, R$ 6 milhões pela ausência do seguro de atleta e R$ 1,8 milhão em honorários advocatícios, além de outros valores ainda a calcular.
O São Paulo afirma que pagou corretamente todas as verbas rescisórias previstas em lei e nega qualquer tipo de negligência no tratamento do defensor.
Aliás, o caso ainda ganha contexto diante da crise médica enfrentada pelo clube em 2025. Naquele ano, o São Paulo registrou 65 jogadores lesionados ao longo da temporada. Além do alto número de problemas físicos, o departamento médico enfrentou conflitos internos e divergências sobre métodos de trabalho.







































