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·27 de março de 2026
ZORRA TOTAL: Falha no sistema de votação faz reprovação do balanço de 2025 ser cancelada

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A reprovação no Conselho Deliberativo do balanço referente a 2025 do São Paulo, por ampla margem, ganhou um segundo capítulo ainda mais confuso pouco tempo depois da apuração. O placar de 194 votos contrários a 34 favoráveis, com cinco abstenções, acabou esvaziado por um problema técnico que tornou necessária a repetição do processo, abrindo uma crise adicional em um tema que já era sensível.
O ponto central da rejeição foi a falta de explicação para R$ 7 milhões registrados como “fundo promocional da presidência”, inconsistência destacada na análise independente conduzida pela RSM e reforçada internamente por relatório do Conselho Fiscal.
No ambiente político do clube, a leitura foi direta: havia elementos suficientes para barrar o balanço.
A partir daí, o enredo ganhou contornos improváveis. O sistema eletrônico utilizado na votação havia sido configurado de forma incorreta, registrando o pleito como secreto, quando o estatuto exige voto aberto para esse tipo de deliberação.
Na prática, os comprovantes foram emitidos sem identificação individual dos votos, inviabilizando a rastreabilidade exigida pelo próprio Conselho.
A falha foi reconhecida pela Tafner Solutions, empresa responsável pela plataforma. “Registramos nosso sincero pedido de desculpas pelo ocorrido”, afirmou a empresa, que atribuiu o problema a um erro de parametrização e disse tratar o caso “com a máxima responsabilidade”.
A empresa também garantiu que “o caso está sendo objeto da revisão nos processos atuais e dos procedimentos operacionais, com o objetivo de reforçar os controles aplicáveis para que jamais se repita situações dessa natureza”.
O episódio levou o presidente do Conselho, Olten Ayres de Abreu Júnior, a determinar a reabertura da votação, com novo prazo até as 22 horas desta sexta-feira (27).
“Diante da gravidade do ocorrido, e em respeito aos princípios do estatuto social e ou regimento interno, que deve reger os atos deste Conselho, determino a reabertura do processo de votação, a fim de que os votos sejam regularmente colhidos com a devida identificação nominal”, escreveu o cartola.
O Salve o Tricolor Paulista, grupo de conselheiros de oposição, formalizou posição de que o resultado original deve ser preservado, sustentando que a falha operacional não altera a totalização dos votos já proclamada: “Dessa forma, a eventual realização de nova coleta de votos terá finalidade meramente instrumental, restrita exclusivamente à identificação nominal dos votantes, não podendo, sob nenhuma circunstância, alterar ou substituir o resultado já proclamado, o qual permanece íntegro e intangível.”
A tendência é de manutenção da rejeição, ainda que o novo placar possa variar. A gestão atual, do presidente Harry Massis Júnior, defende que esse resultado terá impacto na imagem do clube no mercado, especialmente num momento em que negociações por patrocínios e empréstimos estão na pauta.
Em 6 de abril, haverá nova votação de operações de crédito, embora ambas já tenham sido realizadas: uma feita em dezembro, de R$ 30 milhões com o Banco Tricury, a juros de CDI + 0,75% ao mês; e outra feita no mês passado, de R$ 5 milhões de reais com o Banco Rendimento, a juros de CDI + 0,6% ao mês.









































