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Revista Colorada

·26. Januar 2026

A importante informação sobre o Gre-Nal 449

Artikelbild:A importante informação sobre o Gre-Nal 449

O placar de 4 a 2 no Gre-Nal 449 já seria suficiente para colocar o Internacional em evidência diante do maior rival. No entanto, quando os números da partida são analisados com mais profundidade, fica ainda mais claro como a vitória colorada no Beira-Rio foi construída a partir de uma atuação consistente, agressiva e eficiente. O clássico, disputado pela quinta rodada do Campeonato Gaúcho, foi equilibrado em alguns aspectos, mas revelou diferenças importantes no modelo de jogo e, principalmente, na capacidade de transformar ações ofensivas em gols.

A posse de bola, por exemplo, foi praticamente dividida. O Grêmio terminou o jogo com 51%, contra 49% do Internacional. O dado, à primeira vista, poderia sugerir equilíbrio total, mas ele esconde uma diferença clara de comportamento. Enquanto o Tricolor teve mais a bola, foi o Inter quem conseguiu ser mais efetivo no campo de ataque. A presença ofensiva colorada chegou a 59%, contra apenas 41% do Grêmio, evidenciando um time que empurrou o rival para trás durante boa parte do confronto.


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Outro ponto que chama atenção é a forma como o Internacional construiu suas jogadas. Mesmo com um número relativamente baixo de passes trocados — 349 ao todo —, o time de Paulo Pezzolano mostrou objetividade. Foram apenas 27 bolas longas e 16 cruzamentos, números que reforçam a ideia de um jogo mais apoiado, vertical e com infiltrações pelo centro, em vez de dependência excessiva de jogadas aéreas.

Essa postura se refletiu diretamente no volume ofensivo. O Inter finalizou 20 vezes ao longo do clássico, criando seis grandes chances de gol e acertando o alvo em nove oportunidades. O aproveitamento foi alto: quatro dessas finalizações terminaram no fundo da rede, traduzindo a superioridade em gols e em qualidade das chances criadas.

Do outro lado, o Grêmio apresentou um cenário bem diferente. Apesar de ter ligeiramente mais posse de bola, o time de Luís Castro apostou fortemente nas bolas longas, com impressionantes 60 lançamentos ao longo do jogo. A estratégia, no entanto, não se mostrou tão eficiente. Foram apenas 11 finalizações, com duas grandes chances criadas e quatro chutes no alvo, resultando em dois gols.

Os números escancaram a diferença de produtividade entre as equipes. Enquanto o Grêmio precisou recorrer a lançamentos e teve dificuldade para sustentar ataques no campo ofensivo, o Internacional mostrou mais organização, intensidade e capacidade de transformar domínio territorial em chances claras. O Gre-Nal 449, portanto, não foi apenas uma vitória no placar, mas um clássico em que os dados confirmam: o Inter foi mais perigoso, mais agressivo e mais eficiente quando mais importava.

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