Revista Colorada
·14. April 2026
Atualização sobre a investigação de racismo em Gre-Nal pelo Brasileirão Feminino

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No final de março, no estádio do Sesc Campestre, em Porto Alegre, Internacional e Grêmio se enfrentaram pelo Campeonato Brasileiro Feminino. O resultado final foi de derrota das Gurias Coloradas, que não conseguiram bater o rival. O placar, no entanto, acabou ficando em segundo plano após uma grave acusação de injúria racial nas arquibancadas.
Um representante da torcida organizada “Camisa 12” afirmou ter sido chamado de “macaco” por Bárbara Fonseca, executiva do futebol feminino do Grêmio. Após a acusação, o rival e a dirigente divulgaram comunicados afirmando que não era verdade o ocorrido. No entanto, a Procuradoria do STJD decidiu apresentar uma denúncia.
A decisão foi tomada na última segunda-feira com a solicitação de uma suspensão temporária para Bárbara Fonseca. A ideia é que ela seja impedida de frequentar as partidas do rival até a conclusão do mérito na Justiça. Caso seja considerada culpada, a dirigente pode pegar uma suspensão de até 360 dias, além de uma multa de R$ 100 mil.
Além disso, uma denúncia também foi apresentada contra o Grêmio. Enquadrado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, o rival pode perder pontos no Brasileirão Sub-20. Para completar, conforme detalhes do portal “ge”, outras medidas possíveis envolvem uma multa, também de R$ 100 mil, e a obrigação de realizar políticas preventivas internas contra o racismo.
O processo, inclusive, não corre apenas no âmbito esportivo, como também no criminal. Uma testemunha teria confirmado no depoimento ter escutado a ofensa proferida pela dirigente do Grêmio e é aguardada para o reconhecimento da suspeita, o que deve ocorrer até quarta-feira. Por outro lado, as câmeras disponíveis no Sesc Campestre não foram suficientes para confirmar a acusação.









































