Coluna do Fla
·12. Februar 2026
Bap explica postura do Flamengo sobre o Fair Play Financeiro no futebol brasileiro

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·12. Februar 2026

O Flamengo foi um dos principais times que apoiou a implementação do Fair Play Financeiro no futebol brasileiro. Presidente do Rubro-Negro, Luiz Eduardo Baptista explicou a postura do Mengão em relação ao novo modelo.
— Você entra em um ciclo negativo. O Fair Play Financeiro surge porque há vários clubes no Brasil que gastam 80% ou até 100% das suas receitas. Na Europa, dependendo do país, porque há países em que se pode gastar 60%, 70%, existem limites mais claros -, iniciou Bap.
— O Flamengo, no ano passado, gastou 40% das receitas provenientes do futebol. Quando o FFP chegar ao Brasil, eu poderei, eventualmente, até dobrar meus gastos e investimentos, desde que tenha receitas recorrentes. Ou seja, tenho margem para investir mais dinheiro -, acrescentou, antes de finalizar:
— Mas isso significa que vou gastar só porque tenho mais dinheiro? Não, porque não sou estúpido. Não vou investir mais se entender que esse valor adicional não é fundamental para conquistar algo. É uma forma diferente de trabalhar. Esse modelo não tem segredo. Essa é a fórmula da “Coca-Cola rubro-negra” (risos) -, concluiu Bap, em entrevista ao ‘Diario AS’.
Fair Play Financeiro é um conjunto de regras que controlam as finanças dos clubes de futebol. O objetivo é que os times não gastem mais do que arrecadam, evitando problemas financeiros e dívidas.
Desse modo, o Flamengo é favorável ao modelo, já que possui responsabilidade nos investimentos há alguns anos. Por outro lado, clubes como Corinthians, Atlético-MG e Botafogo teriam problemas com o Fair Play Financeiro.
Sim! A Confederação Brasileira de Futebol começou a implementar o Fair Play Financeiro na temporada 2026. Contudo, o desenvolvimento do modelo será gradual, a partir de janeiro. Até 2029, os times terão que limitar o quanto gastam com salários e contratações a, no máximo, 70% de tudo o que arrecadam.
Os clubes não poderão ter dívidas de curto prazo que sejam maiores do que 45% do total que ganham. Essa regra, porém, só começará a valer por completo a partir de 2029. Contudo, o controle e a fiscalização são contínuos, com maior rigidez a partir de abril de 2026.
Na primeira vez que quebrar uma regra, o clube deve apenas apresentar um plano de como pretende solucionar o problema. Na segunda vez, porém, as punições de verdade se iniciam e ficam mais severas a depender da infração. Confira os tópicos:









































