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·26. Januar 2026

BASTIDORES: Como Rafinha e manutenção de Crespo são cartas de Massis para acalmar elenco do São Paulo

Artikelbild:BASTIDORES: Como Rafinha e manutenção de Crespo são cartas de Massis para acalmar elenco do São Paulo

A contratação do ex-lateral Rafinha para atuar internamente no CT da Barra Funda é uma cartada certeira do presidente Harry Massis Júnior para conquistar de vez a confiança dos jogadores do São Paulo.

O AVANTE MEU TRICOLOR apurou que foi informado ao mandatário são-paulino que o elenco nunca perdeu o respeito pelo ex-companheiro, que continua em grupos de Whatsapp dos jogadores, por exemplo, ainda exercendo certo papel de liderança.


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Os jogadores queriam Rafinha trabalhando no cotidiano do CT desde o ano passado, quando o capitão nas conquistas da Copa do Brasil de 2023 e Supercopa de 2024 recebeu um convite do então diretor de futebol do clube, Carlos Belmonte, mas não pôde aceitar por estar com contrato assinado com uma emissora de TV para comentar o Mundial de Clubes disputado nos EUA.

Já era um indicativo do quanto Rafinha poderia ser útil em um ambiente volátil, com atrasos de salários e princípio de crise política.

O cenário teve poucas mudanças de junho do ano passado para agora. Na verdade, soa até pior. E o motivo passa pelo comando técnico. A reportagem apurou com fontes do CT que lideranças do elenco estão deveras insatisfeitas com as notícias surgidas de que Hernán Crespo corre risco de demissão. Mais ainda de que alguns deles seriam o fator motivador para um suposto mau relacionamento com o comandante.

Pode-se dizer que um dos pivôs da revolta é o atacante Luciano. Ao mesmo tempo que o empresário de Lucas e Ferreirinha foi às redes sociais criticar Crespo por deixar seus clientes no banco na derrota para o Mirassol na estreia do Campeonato Paulista, foi o camisa 10 pagou o pato e teve o nome envolvido mais uma vez como protagonista em um suposto complô para a saída do comandante. Como tinha sido com Rogério Ceni. Como tinha sido com Luis Zubeldía.

Luciano fez seu protesto velado: após marcar o gol da vitória sobre o São Bernardo, correu para abraçar Crespo. E fez questão de tocar no assunto na entrevista de saída de campo. Massis entendeu o recado.

Os jogadores não querem a queda de Crespo, que passou a ser contestado dentro do clube pela sequência de maus resultados no Paulistão, a posição na tabela pouco acima da zona de rebaixamento e, principalmente, suas entrevistas coletivas após a partida, onde bate (com razão) na bagunça que se tornou o Tricolor, na falta dos reforços pedidos e na sua ideia clara de usar o Estadual como laboratório, sem pressão por resultados, com o Campeonato Brasileiro próximo de seu começo.

Rafinha já escutou dos antigos companheiros que eles se sentem representados pelo treinador. Repassou o recado aos dirigentes nas conversas que teve durante a última semana para sua contratação. E Massis vai acatar.

Não se trata de uma crença no trabalho do argentino, coisa que também não é 100% crível. O novo mandatário não gosta das declarações de seu técnico tornando público os problemas de caixa e, também, que a meta é somar 45 pontos no Brasileirão para fugir do rebaixamento. Entende que as frases são ruins, sem ambição e que não condizem com o tamanho do São Paulo. Não é algo para uma demissão sumária, mas fez Massis perder um pouco da fé em Crespo.

Sua manutenção, contudo, passa pela simples ideia clara de que, bater de frente com os jogadores nesse momento, com salários atrasados, não é a melhor das ideias. Algo que já vinha desde os tempos de Julio Casares, quando as reclamações deles pelas condições dos campos em Cotia levou à desistência do plano original da pré-temporada e o retorno ao CT da Barra Funda, sem regime de concentração.

Massis já avisou que Rafinha terá de socorrer Crespo. Sua primeira missão é enfatizar ao treinador que não se pode dar ao luxo de ser eliminado no Estadual. Rendas e premiações da Federação são essenciais. E resgatar o discurso vencedor é essencial. Após o Paulistão, se as coisas não mudarem, Crespo começa a ficar, de vez, com a corda no pescoço.

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