Jogada10
·21. April 2026
Ex-capitã da Seleção é nomeada pela Fifa diretoria da Copa de 2027

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A Fifa anunciou, nesta segunda-feira (20), que Aline Pellegrino, ex-capitã da Seleção Brasileira, estará à frente da Copa do Mundo de 2027, realizada no Brasil. Ela assume, assim, o cargo de diretora executiva de Legado e Relações Institucionais da subsidiária local da entidade máxima no Brasil.
Ao site da Fifa, Pellegrino celebrou, então, a nova etapa na carreira e exaltou o crescimento do futebol feminino no Brasil.
“Ao longo da minha carreira como jogadora e dirigente no futebol, enfrentei desafios. Eles só serviram para fortalecer minha crença de que o esporte pode inspirar transformação. Contribuir para o impacto que este evento pode ter sobre as mulheres no Brasil, na América do Sul e em todo o mundo me faz ter ainda mais certeza de que a decisão que tomei na minha infância foi a correta”, colocou a ex-jogadora.
Fora das quatro linhas, aliás, Pellegrino ocupou vários cargos de liderança e gestão, incluindo o de diretora de futebol feminino da Federação Paulista de Futebol e o de supervisora técnica do Corinthians Audax.
Desde 2020 na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ela foi coordenadora e hoje é gerente de competições femininas, função que continuará a desempenhar paralelamente ao seu cargo na subsidiária local da Fifa no Brasil. A ex-zagueira também faz parte do programa Fifa Legends e é embaixadora da Conmebol, funções com as quais ajuda a promover e desenvolver o futebol feminino.

Aline Pellegrino é um nome fundamental para o crescimento do futebol feminino no Brasil – Foto Reprodução
“O torneio de 2027 será mais do que apenas um grande evento esportivo. Será um marco decisivo para demonstrar valorização e respeito pelas mulheres no futebol. Deve deixar um legado que vá além do campo e cause impacto nas gerações futuras”, acrescentou.
Como jogadora, Pellegrino foi ex-capitã da Seleção Brasileira, vice-campeã da Copa do Mundo Feminina de 2007, na China, e medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.
A diretoria também conta com Gal Barradas (diretora executiva de receitas e marketing), Patricia Hespanha (diretora executiva de administração) e Thiago Jannuzzi (diretor executivo de operações). Das 128 pessoas que integram a equipe nos escritórios da Copa do Mundo do Brasil, 70% são mulheres.
Jill Ellis, diretora-geral de Futebol da Fifa, é uma voz de liderança na criação de mais caminhos e oportunidades para as mulheres em todas as áreas do esporte. Ela acredita que ter uma equipe de liderança sólida e inclusiva no Brasil deixará um legado além das quatro linhas.
“As mulheres que participarem da organização do evento ganharão experiência, confiança e uma rede de contatos mais sólida, que moldará suas futuras funções e decisões, sem falar nas lembranças duradouras de liderar uma Copa do Mundo Feminina em casa. É aí que a verdadeira mudança acontece. Esse torneio criará modelos de comportamento não apenas no campo, mas também em nossas salas de reuniões”, disse Ellis.
Barradas tem mais de 20 anos de experiência na liderança de grandes anunciantes e equipes em ambientes multinacionais. Além disso, tem uma conexão pessoal com o futebol. O Estádio Barradão, em Salvador (uma das oito cidades-sede do torneio), leva o nome de seu avô, Manoel Barradas, presidente do Vitória na década de 1940, e é onde o clube manda os seus jogos.
“Quando uma mulher ganha, todo mundo ganha”, disse Barradas.
“Toda vez que o futebol mostra que as mulheres estão progredindo, isso desencadeia uma enorme onda de transformação em outros lugares. Com um evento do tamanho da Copa do Mundo acontecendo no Brasil, temos a oportunidade de promover mudanças em todas as áreas relacionadas às mulheres.”
Já Hespanha é uma executiva internacional com ampla experiência na liderança de negócios complexos e projetos de grande escala na Europa, América Latina, Canadá e Ásia. Ela também testemunhou mudanças positivas no empoderamento feminino ao longo de sua trajetória.
“No início de minha carreira, raramente participava de reuniões em que havia outra mulher presente. Na subsidiária da Fifa, no entanto, temos uma presença de trabalhadoras femininas muito significativa. Inclusive, no nível da gerência, com diretoras e chefas de departamento”, disse ela.
“Essa competição nos dá uma excelente oportunidade de demonstrar o valor e a força das mulheres nas indústrias do esporte e do futebol, bem como no mercado de trabalho”, acrescentou Jannuzzi, ex-executivo da Conmebol que fez parte do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014.
“A visão estratégica, centrada na participação e no empoderamento das mulheres, nos permitirá realizar um torneio excepcional do mais alto calibre. A melhor Copa do Mundo Feminina de todos os tempos”, definiu.









































