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·21. Januar 2026

“Expulsão Já!”: torcedores lançam movimento para responsabilizar ex-presidentes do Corinthians

Artikelbild:“Expulsão Já!”: torcedores lançam movimento para responsabilizar ex-presidentes do Corinthians
  1. Por Larissa Beppler | Redação da Central do Timão

Na última terça-feira (20), um coletivo de torcedores corinthianos lançou oficialmente o Movimento Expulsão Já!, iniciativa que busca pressionar o clube a responsabilizar ex-dirigentes por atos que teriam lesado o patrimônio e a imagem do Corinthians. O grupo afirma que a morosidade dos órgãos internos em aplicar punições tornou a mobilização necessária e exige que os responsáveis sejam expulsos do quadro associativo do clube. 

Segundo o movimento, o estopim foi a divulgação de detalhes do contrato de refinanciamento da Neo Química Arena com a Caixa, considerado um exemplo de gestão temerária, mas o foco vai além: a mobilização mira a impunidade histórica em decisões internas do Corinthians. Entre os fundamentos citados pelo movimento estão a violação do Estatuto Social, a Lei Geral do Esporte e o Código Civil, além de indícios de uso indevido de recursos e contratos lesivos firmados com parceiros como Taunsa e VaiDeBet.


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Foto: Reprodução

O acordo leonino com a Caixa é apenas a prova cabal de um padrão de gestão temerária perpetuado pelos responsáveis pelas últimas gestões. Nossa soberania está em xeque não apenas pelas dívidas, mas pela impunidade”, afirma o comunicado divulgado pelo grupo nas redes sociais. 

A Central do Timão procurou representantes do Movimento Expulsão Já! para conhecer em detalhes os objetivos, fundamentos e estratégias do grupo, que já conta com adesão de diversos coletivos e influenciadores alvinegros. A seguir, confira a entrevista completa concedida pelo coletivo:

Quando e a partir de quais episódios surgiu o Movimento Expulsão Já?

O movimento surgiu após o vazamento do contrato com a Caixa e do acesso à ata da reunião do Conselho Deliberativo que aprovou o contrato. A indignação da torcida já era notável pela demora em responsabilizar as gestões temerárias que prejudicaram o Corinthians, porém o contrato e a morosidade dos órgãos internos do clube foram a gota d’água.

O que, especificamente, nos termos do contrato da Neo Química Arena com a Caixa, foi determinante para a criação do movimento?

Não existe um único fator específico; é o conjunto das cláusulas aliado à omissão dos órgãos internos do Corinthians. Podemos citar aqui alguns pontos sobre o contrato: retenção da receita de premiação (50%) e da venda de jogadores (30%). Outro ponto que nos preocupa é o aumento da dificuldade para que o clube faça manobras de engenharia financeira vitais para sua sobrevivência, como Recuperação Judicial ou constituição de SAF.

Quais ex-dirigentes o movimento considera diretamente responsáveis pelos atos de gestão temerária citados na carta de apresentação?

O foco são as gestões de Andrés Navarro Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo. Entendemos que há uma linha de continuidade na gestão temerária entre eles.

Sobre a atuação dos órgãos fiscalizadores, em que medida os prazos e ritos estatutários estariam sendo desrespeitados ou usados para protelar decisões? Houve tentativas formais de diálogo com esses órgãos antes da criação do movimento?

A Comissão de Justiça foi a criação de mais um processo para analisar os gastos do cartão de crédito; ainda que isso possa ser realizado, entendemos que a comissão dificultou a celeridade do processo. Andrés Sanchez confessou o ato publicamente em 10/07/2025 e pediu seu próprio afastamento em 15/10/2025. Somente após seis meses da confissão e três meses do pedido de afastamento é que o processo disciplinar saiu da Comissão de Justiça e foi para a Comissão de Ética do clube.

Além da pressão pública, quais medidas jurídicas ou técnicas o movimento pretende adotar para cobrar a expulsão dos ex-dirigentes? Há previsão de mobilizações presenciais, atos públicos ou articulação com conselheiros e sócios do clube?

Nossa estratégia combina pressão popular e rito institucional. Vamos protocolar formalmente no Parque São Jorge um requerimento exigindo celeridade nos julgamentos, embasado por um abaixo-assinado massivo da torcida e apoiado por sócios do clube. Estamos abertos ao diálogo com conselheiros que queiram se juntar à causa da transparência. Além disso, não descartamos mobilizações presenciais pacíficas e atos no clube, seguindo o exemplo das manifestações de 2025, para garantir que o Conselho Deliberativo ouça a voz da torcida.

Na avaliação do movimento, qual é o risco institucional para o Corinthians caso não haja punições?

A certeza de impunidade irá tomar conta do clube. A não punição passa um péssimo recado de que os órgãos internos são omissos e de que existe a possibilidade de utilizar recursos do clube ao bel-prazer. Outro risco mapeado é que isso afeta a confiabilidade do clube, prejudicando processos de renegociações de dívidas e buscas por patrocínios. Esses conjuntos de fatores podem dar mais um fundamento (entre tantos já existentes) para a intervenção por eventual descumprimento da lei ou do estatuto.

O grupo defende mudanças no Estatuto do clube para evitar novos casos de gestão temerária?

Sim, entendemos que um dos pontos de maior avanço presente no anteprojeto é a reformulação da Comissão de Ética, garantindo a ela maior independência e blindagem contra interferências políticas, para que a fiscalização seja técnica e não partidária. Além disso, o anteprojeto regramenta o uso do cartão de crédito corporativo presente no Art. 103 § 14º.

Qual é a principal mensagem que o Movimento Expulsão Já! quer deixar para o torcedor comum que ainda não acompanha de perto a política do clube?

A mensagem é simples: a impunidade acabou. Quem lesar o patrimônio do Corinthians vai pagar. Somos o Time do Povo e precisamos que cada torcedor venha para o nosso lado nessa trincheira.

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