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·5. August 2026

FC Porto arrisca ao não arriscar para a defesa do título

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Após interromper um ‘jejum’ de três épocas sem conquistar o campeonato, o próximo objetivo dos ‘azuis e brancos’ passa por revalidar o título e consolidar a sua posição no topo do futebol português. Trata-se, contudo, de uma missão que historicamente tem escapado ao clube, que não celebra campeonatos em anos consecutivos desde o ‘tri’ de 2012/13.

Ao contrário do investimento recorde feito no reforço da equipa na temporada passada, os ‘dragões’ adotam agora uma política de maior contenção financeira. A prioridade está na continuidade dos principais jogadores, em vez de uma nova ‘revolução’ no mercado de transferências.


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O FC Porto apresenta-se, assim, como uma equipa mais previsível, mantendo o emblemático sistema 4-3-3 recuperado por Farioli. O treinador exige elevados níveis físicos nos duelos e na pressão sobre a saída de bola adversária, enquanto as bolas paradas continuam a representar uma das principais armas da equipa.

Sob a liderança de Diogo Costa, guarda-redes titular da seleção portuguesa, os portistas dispõem de uma consistente dupla de centrais polacos, formada por Kiwior e Bednarek. A equipa conta ainda com a capacidade de Pablo Rosario para executar passes verticais, a intensidade de Gabri Veiga e a irreverência dos jovens extremos Pietuszewski e William Gomes, entre outros jogadores em destaque.

Para além da ativação da cláusula de compra de Kiwior ao Arsenal, depois de o defesa já ter representado o FC Porto na época anterior, o plantel principal conta, até ao momento, apenas com três reforços: André Silva (ex-Elche, Esp), Hwang In-beom (ex-Feyenoord, Hol) e João Afonso (ex-Estrela da Amadora), todos para a temporada 2026/27.

O regresso do ponta de lança internacional português, contratado a custo zero dez anos depois de ter deixado o clube rumo ao AC Milan, é uma das principais fontes de entusiasmo entre os adeptos. Isto numa fase em que Samu ainda recupera de uma lesão e só deverá voltar à competição em novembro.

Por seu lado, Hwang In-beom, que representou um investimento de 4,5 milhões de euros para os ‘azuis e brancos’, é visto como o substituto direto de Seko Fofana, de regresso ao Rennes após o empréstimo. O sul-coreano será também uma alternativa a Froholdt na ‘posição oito’, embora tenha características mais técnicas e menos físicas.

Com um plantel que, para já, mantém muitas semelhanças e ainda poderá ser alvo de novos ajustes durante o defeso, o FC Porto terá de articular a participação na I Liga, assumida como prioridade pelo clube, com o regresso à Liga dos Campeões. A exigência da prova ‘milionária’ constituirá o maior desafio à gestão física, mental e tática de Farioli até ao momento.

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