José Pereira da Costa: “Os adeptos não vão para os aliados festejar contas positivas. A parte desportiva manda, as finanças suportam” | OneFootball

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·26. Februar 2026

José Pereira da Costa: “Os adeptos não vão para os aliados festejar contas positivas. A parte desportiva manda, as finanças suportam”

Artikelbild:José Pereira da Costa: “Os adeptos não vão para os aliados festejar contas positivas. A parte desportiva manda, as finanças suportam”

O FC Porto não pretende “virar empresa” nem abdicar de títulos em favor de balanços apelativos. É essa a ideia central que José Pedro Pereira da Costa transmite ao site zerozero: a prioridade continua a ser o futebol – com finanças saudáveis para vencer.

No enquadramento inicial, o CFO recusa a ideia de que a SAD exista para “maximizar resultados financeiros”. Em vez disso, coloca a sustentabilidade como condição para disputar no mais alto nível:


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“Não se trata de maximizar resultados financeiros, trata-se de dotar o clube de sustentabilidade financeira para conseguir o objetivo último, que é o sucesso desportivo.”

E reforça uma percepção que muitos adeptos têm por instinto: ninguém celebra demonstrativos contabilísticos na Avenida dos Aliados.

“Os adeptos não iam para os aliados festejar as contas positivas.”

No entanto, o CFO assume um tom pragmático: sem controlo das contas reaparece a pressão e o clube entra novamente no ciclo de vender em cima da hora e de viver a curto prazo. A sua leitura do binómio é inequívoca: o desportivo manda, e as finanças são o suporte.

A dimensão pessoal também pesa. Pereira da Costa admite que foi um convite fora do percurso profissional previsto, mas que o vínculo emocional teve grande influência:

“Foi um convite um bocadinho que primeiro estranhei, mas depois apreciei… abracei com bastante motivação e com muita paixão, sou portista desde miúdo.”

Sobre a noção de ser uma “peça fundamental”, o CFO evita o culto da personalidade e realça o esforço colectivo:

“O trabalho é sempre um trabalho de equipa… não vejo minimamente que seja aqui a peça-chave de nenhum sucesso.”

Em síntese, a mensagem para as bancadas é clara: o clube não está a “financeirizar-se”; procura antes limpar o terreno para recuperar capacidade competitiva – sem pôr em risco a participação nas competições da UEFA, a tesouraria ou a sustentabilidade da dívida.

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