«Lesão no joelho? Estive três dias com um cateter na espinha, não suportava as dores sem anestesia» | OneFootball

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·3. März 2026

«Lesão no joelho? Estive três dias com um cateter na espinha, não suportava as dores sem anestesia»

Artikelbild:«Lesão no joelho? Estive três dias com um cateter na espinha, não suportava as dores sem anestesia»

O '4 Cantos do Mundo' é um podcast do jornalista Diogo Matos que se uniu ao zerozero. O conceito é relativamente simples: entrevistas a jogadores/ex-jogadores portugueses que tenham passado por pelo menos quatro países no estrangeiro. Mais do que o lado desportivo, queremos conhecer também a vertente social/cultural destas experiências. Assim, para além de poder contar com uma entrevista nova nos canais do podcast nos dias 10 e 26 de cada mês, pode também ler excertos das conversas no nosso portal.

As lesões são consideradas, de forma unânime, a pior parte da carreira de qualquer futebolista. Na sua passagem pelo nosso podcast, Hélder Cristóvão partilhou o 'pesadelo' que viveu ao serviço do Deportivo na temporada 1997/98.


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«Estava nos melhores anos da minha carreira e tinha vários convites para poder sair do Deportivo: do Real Madrid, da Sampdoria... Tinha muitos clubes para poder dar o salto. No entanto, não o consegui fazer devido a uma lesão. Num jogo da Liga Europa contra o Auxerre, tenho um lance em que faço um carrinho para salvar um golo e sou 'atropelado' pelo Songo'o, o meu guarda-redes. Os pitões gigantes dele espetaram-me no meu joelho e fiz um traumatismo no tendão rotuliano, que se foi deteriorando com a inflamação», começou por dizer, indo mais longe: 

«Entretanto descobriram que tinha algo no menisco e, resumindo, estive um ano e meio sem jogar. Fui operado três vezes e essa é a razão de não ter sido oficialmente campeão no Deportivo, pese embora me sinta campeão. Numa primeira fase tentámos a recuperação conservadora e não deu. Depois fui operado em Portugal e não deu também. A terceira operação foi em Barcelona e abriram tudo. Tiraram-me o tendão dos 'isquios' e trançaram-me o tendão para reforçar mesmo. Ouvi o médico a dizer-me "Tens 28 anos, se jogares um/dois anos é porreiro".»

Tal como é facilmente percetível, este não foi um processo fácil para o ex-internacional português.

«Aquilo deixou-me a pensar e não acelerámos processos. Eu estive quase dois meses sem me mexer, sem mexer a perna. No entanto, quando regresso, percebemos que foi tempo a mais. Não conseguia atingir os 120 graus que me permitiam correr e só os atingi através de uma epidural. Fiquei com o cateter na espinha durante três dias e davam-me epidural para adormecer o lado esquerdo- tinha muitas dores e não conseguia mesmo. Quando o lado esquerdo estava adormecido eles trabalhavam, ouvias aquilo a estalar por todo o lado. Foi assim que consegui chegar aos 120 graus, se não tivesse sido induzido em anestesia, não conseguia suportar a dor», rematou.

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