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·24. April 2026
Luisão sobre o castigo da UEFA a Prestianni: «O recado que fica é perigoso»

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·24. April 2026

Luisão, antigo capitão do Benfica, recorreu às redes sociais para abordar o castigo aplicado pela UEFA a Gianluca Prestianni.
«A decisão da UEFA sobre o caso Prestianni pode até ter seguido um caminho “seguro”, mas deixa no ar uma sensação desconfortável de que, no futebol, ainda existe uma espécie de hierarquia do preconceito, como se alguns fossem tratados com mais rigor do que outros», destacou o antigo central das águias, que já tinha abordado o tema.
«O que me incomoda profundamente é a forma como esse caso se desenrolou. Uma fala que antes era negada passa a ser admitida, mas em outro contexto, e convenientemente se enquadrando em outro tipo de ofensa... Isso, por si só, levanta questionamentos. Não sobre o que pode ser provado, mas sobre o que estamos dispostos a aceitar», revelou ainda.
O brasileiro concluiu com uma reflexão. «No fim das contas, o recado que fica é perigoso. Parece que, dependendo do caminho escolhido, sempre existe uma forma de amenizar as consequências, que deveriam ser duras e exemplares. E isso não pode ser normalizado.»
Leia a publicação de Luisão na íntegra:
«A decisão da UEFA sobre o caso Prestianni pode até ter seguido um caminho “seguro”, mas ela deixa no ar uma sensação desconfortável de que, no futebol, ainda existe uma espécie de hierarquia do preconceito, como se alguns fossem tratados com mais rigor do que outros.
Parto do princípio de que racismo e homofobia são igualmente graves. Não existe versão “mais leve” de ofensa quando se trata de discriminação a outro ser humano, mas, na prática, a gente sabe que muitas vezes não é assim que funciona.
O que me incomoda profundamente é a forma como esse caso se desenrolou. Uma fala que antes era negada passa a ser admitida, mas em outro contexto, e convenientemente se enquadrando em outro tipo de ofensa... Isso, por si só, levanta questionamentos. Não sobre o que pode ser provado, mas sobre o que estamos dispostos a aceitar.
De verdade: alguém acredita que uma reação daquele nível acontece por isso? Cada um tire suas conclusões. Não estou aqui para apontar culpados sem provas. Mas também não dá para ignorar o que o futebol mostra, ano após ano. Quem vive o jogo sabe.
No fim das contas, o recado que fica é perigoso. Parece que, dependendo do caminho escolhido, sempre existe uma forma de amenizar as consequências, que deveriam ser duras e exemplares. E isso não pode ser normalizado.
Seguirei defendendo o mesmo de sempre: respeito, responsabilidade e tolerância ZERO com o preconceito. Sem meios termos com aquilo que fere a dignidade humana. Aqueles que sofrem não esquecem.»









































