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Calciopédia

·17. April 2026

Na 33ª rodada da Serie A, Roma e Atalanta fazem confronto direto por vagas europeias

Artikelbild:Na 33ª rodada da Serie A, Roma e Atalanta fazem confronto direto por vagas europeias

À medida que o calendário se comprime e a Serie A vai chegando ao fim, a margem para erros se dissolve. Nesse contexto, a 33ª rodada da Serie A se desenha menos importante para a líder do que para as equipes envolvidas na disputa por vagas em competições continentais e na luta contra a queda. Com nove pontos de vantagem, a Inter opera sob uma lógica de administração, mesmo sem o capitão e artilheiro Lautaro, responsável direto por boa parte da produção ofensiva nerazzurra na temporada. O compromisso com o Cagliari não deve ser dos mais complicados para a Beneamata, o que desloca o eixo de atenção para confrontos em que a matemática ainda impõe tensionamento real. E isso nem parece ser o caso do duelo entre o Napoli, vice-líder, e a Lazio, hoje a 13 pontos da Roma, sexta colocada.

O encontro entre Roma e Atalanta, sim, chama a atenção. Ele já assumiria papel de destaque pelo peso histórico recente das equipes, além da ida de Gian Piero Gasperini para a capital, mas agora se torna central pela implicação direta na corrida europeia. A equipe de Bérgamo, após derrota para a Juventus, viu a distância para a zona de classificação para a Champions League se ampliar para sete pontos, reduzindo drasticamente sua margem de recuperação. Um novo revés no Olímpico pode deixar a diferença intransponível. O conjunto capitolino, se vencer, não só consolida vantagem no confronto direto como também fortalece a candidatura ao menos à Liga Europa, num recorte em que cada ponto redefine as probabilidades nessa disputa. Hoje, os giallorossi têm três pontinhos a menos do que a Velha Senhora e um a menos do que o Como, quinto colocado.


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A dinâmica por vagas continentais se estende ao duelo entre Juventus e Bologna, que opõe a quarta colocada ao dono do oitavo posto. Para os piemonteses, trata-se de sustentar posição dentro da zona de Champions League; para os emilianos, o cálculo passa por reduzir a distância para o pelotão europeu e, simultaneamente, capitalizar um eventual tropeço da Atalanta – cinco pontos acima – para manter vivo o objetivo de alcançar ao menos a Conference League.

Na parte inferior da tabela, o embate entre Fiorentina e Lecce carrega implicações diretas na luta pela permanência. Um triunfo faria a Viola abrir 11 pontos de vantagem sobre a zona de rebaixamento, praticamente selando a continuidade da equipe na elite; por outro lado, uma derrota para os apulianos, que costumam dar trabalho aos gigliati, os reintroduziria num cenário de risco que, no momento, está controlado. Confira, a seguir, a prévia da rodada.

O jogão

Sábado, 18/4, 15h45

Roma x Atalanta

A sucessão recente de confrontos entre Roma e Atalanta deslocou o equilíbrio histórico do duelo para um território improvável, em que mando ou tradição já não importam tanto. No returno da temporada 2025-26, o embate no Olímpico está inserido em um momento de alta competitividade e margens reduzidas na Serie A, terá implicações diretas na disputa por vagas europeias e impacto imediato na configuração da parte de cima da tabela. A Loba pode contribuir fortemente para relegar a Dea a um ano sem participação em torneios continentais, enquanto os visitantes podem reabrir a disputa.

O recorte mais recente evidencia uma superioridade clara dos bergamascos: seis vitórias nas últimas sete partidas, incluindo quatro triunfos consecutivos, sequência que a equipe romanista não sofria contra um mesmo adversário desde o período entre 1988 e 1990, diante do Milan – curiosamente, Gian Piero Gasperini, o grande artífice de parte considerável desse retrospecto, hoje é o técnico giallorosso. Mesmo jogando em casa, onde construiu durante anos um domínio consistente, a Loba viu o cenário se deteriorar: após oito triunfos seguidos, venceu apenas uma das últimas 11 recepções à Atalanta, amargando cinco empates e cinco derrotas, perdendo inclusive o duelo mais recente. Do outro lado, a equipe lombarda tenta repetir um feito raro – vencer duas vezes consecutivas como visitante nesse confronto, algo alcançado apenas numa ocasião, entre 1995 e 1996.

Apesar do histórico recente adverso contra a Atalanta, o momento dos mandantes na Serie A denota sinais de recuperação: duas vitórias nas últimas três rodadas, igualando o total de triunfos obtidos nas oito anteriores, ainda que a equipe não consiga engatar dois sucessos consecutivos desde janeiro. No Olímpico, o rendimento sustenta competitividade elevada, com 11 êxitos em 16 partidas, número que mantém a Loba próxima de sua mais expressiva marca recente como mandante – 14, em 2016-17. A propósito, os giallorossi têm o terceiro melhor desempenho em seus domínios no campeonato, com 35 pontos somados. A Inter, líder do quesito e do certame, tem só três a mais.

Já a Atalanta chega pressionada após a derrota por 1 a 0 para a Juventus, embora ainda sustente um dado relevante sob o comando de Raffaele Palladino: não perdeu partidas consecutivas na competição desde novembro, quando o técnico substituiu Ivan Juric – que também não deixou saudades na Roma. Tal desempenho faz dos nerazzurri os donos do terceiro melhor desempenho do returno, com cinco pontos a menos do que a Inter. Fora de casa, contudo, o desempenho da Dea, desde os tempos do croata, tem limitado projeções mais ambiciosas, com apenas cinco vitórias em 15 jogos (foram seis empates e quatro derrotas).

Por fim, a distribuição do protagonismo ofensivo diferencia as equipes. Foram 17 os jogadores diferentes que já marcaram pela Atalanta na competição, enquanto os romanistas concentram maior volume em peças específicas, como Malen, que soma média de 4,5 finalizações por 90 minutos – é o segundo no quesito, atrás de Krstovic, da Dea, com 5,4 – e já acumula 10 gols desde sua chegada, em janeiro. Desde que a Fifa introduziu a janela de transferências no inverno europeu, em 2001-02, só dois reforços de meio de temporada anotaram mais vezes: Maxi López, com 11 no Catania de 2009-10, e Balotelli, com 12 no Milan de 2012-13.

Prováveis escalações

Roma: Svilar; Mancini, Ndicka, Hermoso; Çelik, Cristante, El Aynaoui, Rensch; Soulé, El Shaarawy; Malen.

Atalanta: Carnesecchi; Scalvini, Djimsiti, Kolasinac; Zappacosta, De Roon, Éderson, Bernasconi; De Ketelaere, Raspadori; Scamacca.

Fique de olho

Domingo, 19/4, 15h45

Juventus x Bologna

A configuração da zona de classificação para competições europeias e do pelotão que a persegue transforma o encontro em Turim em um duelo muito relevante para as duas equipes: a Juventus defende a quarta posição sob pressão intensa, enquanto o Bologna, cinco pontos atrás da Atalanta, opera para manter viável a aproximação à Dea, explorando eventuais tropeços de concorrentes diretos. Nesse contexto, o peso do confronto extrapola o retrospecto amplamente favorável aos bianconeri e se ancora na diferença de objetivos imediatos e margem de erro disponível para cada lado.

A sequência histórica estabelece um pano de fundo difícil de ignorar: o Bologna não vence a Juventus desde fevereiro de 2011, acumulando 27 partidas sem triunfo (com 18 derrotas), no maior jejum do clube contra um mesmo adversário na Serie A. Em Turim, a invencibilidade local se estende por 13 confrontos (com nove vitórias), embora o recorte mais recente aponte para maior equilíbrio, com três empates nas últimas quatro partidas disputadas no Allianz Stadium. A tensão entre tradição e tendência recente adiciona uma camada relevante à leitura do jogo.

O momento favorece a equipe de Luciano Spalletti, que somou 14 pontos nas últimas seis rodadas, desempenho inferior apenas ao do Napoli no período, além de registrar quatro partidas sem sofrer gol nesse intervalo. A evolução sob o comando do técnico também se reflete na média de 1,96 pontos por jogo, superior aos 1,50 do ciclo anterior, e no volume acumulado desde sua chegada: 45 em 23 jornadas, marca igualada apenas por Milan e Napoli, e abaixo somente da estabelecida pela Inter (bem acima, com 57).

Do outro lado, o conjunto dirigido por Vincenzo Italiano apresenta um perfil competitivo sustentado pela consistência fora de casa. São quatro vitórias consecutivas como visitante e uma sequência de 14 partidas marcando ao menos uma vez nesse contexto, pela Serie A – e vale lembrar que o time vem de um rotundo 4 a 0 aplicado pelo Aston Villa, que lhe levou à eliminação na Liga Europa. A possibilidade de alcançar cinco triunfos seguidos longe de seus domínios remete a um feito registrado apenas na temporada 1963-64, quando foi campeão, o que dimensiona o momento atual. Ainda assim, o histórico individual do treinador contra a Juventus impõe um contraponto estatístico relevante: apenas uma vitória em 11 confrontos e média de 0,55 ponto por jogo.

No plano individual, vale destacar que Boga, que marcou quatro gols em suas últimas seis partidas na Serie A, já se envolveu diretamente em quatro tentos contra o Bologna na primeira divisão – marcou dois e forneceu duas assistências. O marfinense, que vem jogando bem e pode entrar no lugar de Yildiz, às voltas com problemas físicos, só tem desempenho superior contra outro clube: o Verona (três bolas nas redes e  três passes decisivos).

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Yildiz não está 100%, mas deve ir para o jogo contra o Bologna (Getty)

Segunda, 20/4, 15h45

Lecce x Fiorentina

A visita da Fiorentina à Apúlia carrega implicações diretas na luta pela permanência e impõe, de cara, alto nível de pressão sobre o Lecce. Um resultado positivo da equipe visitante amplia a sua distância para a zona de rebaixamento a um patamar próximo de segurança matemática em relação à permanência na categoria, enquanto um revés reabre um cenário que começou a parecer controlado nas últimas semanas. O equilíbrio recente do confronto – duas vitórias para cada lado nas quatro partidas mais recentes – contrasta com a assimetria de momento e é um alento para os salentinos, que tentam se reanimar na briga pela salvezza. O triunfo no primeiro turno, na Toscana, funciona como elemento de ânimo e desafio para os apulianos, que só em 2001-02 foram capazes de bater os gigliati de forma consecutiva na Serie A.

A sequência negativa do Lecce é sustentada por números que evidenciam queda brusca de rendimento: quatro derrotas consecutivas, apenas um gol marcado e oito sofridos no período, além de nove partidas sem balançar as redes em 16 disputadas ao longo de 2026; os giallorossi, aliás, perderam 11 delas, menos apenas do que o Verona (12). Estes números contrastam com um momento mais competitivo dentro deste mesmo recorte, quando o time de Eusebio Di Francesco conquistou três vitórias em cinco jogos. Feito negativo que recoloca os lupi perto de uma marca indesejada – cinco reveses seguidos, algo que não ocorre desde março de 2025. A dificuldade ofensiva se soma à baixa capacidade de reação: apenas um ponto conquistado após sair atrás no placar em toda a competição.

Do outro lado, a equipe violeta vem de três vitórias nas cinco últimas visitas ao Via del Mare. A equipe treinada por Paolo Vanoli também apresenta uma curva de crescimento consistente e mensurável. Após média de 0,7 ponto nas primeiras 23 rodadas, o rendimento saltou para 2,0 nas nove mais recentes, com 18 somados – graças a cinco triunfos, três empates e somente uma derrota. O desempenho é equiparável ao do Bologna e inferior apenas àqueles de Napoli e Inter no período.

Os derradeiros sucessos sem sofrer gols reforçam a estabilidade defensiva da Viola, o que pode resultar em três triunfos consecutivos – algo que não acontece desde fevereiro de 2025 – e, simultaneamente, em uma sequência de três jogos sem ser vazada, que não se vê desde dezembro de 2023. De Gea sustenta parte relevante desses números: registrou 90,5% de finalizações defendidas nas últimas cinco partidas e 19 intervenções no período. Tais estatísticas colocam o espanhol como o mais eficiente da liga neste recorte temporal.

O confronto também expõe fragilidades estruturais semelhantes, especialmente na gestão de vantagens e no jogo aéreo defensivo. São 22 pontos desperdiçados pela Fiorentina após sair em vantagem e 16 pelo Lecce – 11 deles apenas em 2026. Além da dificuldade de controlar cenários favoráveis, os times figuram entre aqueles mais vulneráveis em levantamentos, com 12 gols sofridos de cabeça pelos mandantes e 11 pelos visitantes. Curiosamente, a produção ofensiva recente nesse fundamento aponta direção oposta: quatro dos últimos seis gols dos salentinos vieram dessa forma, enquanto a equipe toscana voltou a marcar pelo alto na rodada anterior.

Demais jogos

Sexta, 17/4, 13h30 Sassuolo x Como

Sexta, 17/4, 15h45 Inter x Cagliari

Sábado, 18/4, 10h Udinese x Parma

Sábado, 18/4, 13h Napoli x Lazio

Domingo, 19/4, 7h30 Cremonese x Torino

Domingo, 19/4, 10h Verona x Milan

Domingo, 19/4, 13h Pisa x Genoa

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