Nuno Santos faz duras revelações sobre recuperação de lesão no Sporting: "Pensei em desistir" | OneFootball

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·26. Februar 2026

Nuno Santos faz duras revelações sobre recuperação de lesão no Sporting: "Pensei em desistir"

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Num espaço de 15 meses, Nuno Santos atravessou um dos períodos mais exigentes da carreira, chegando mesmo a ponderar colocar um ponto final no percurso profissional. O ala do Sporting esteve afastado dos relvados desde 26 de outubro de 2024, devido a uma rotura total do tendão rotuliano do joelho direito, e partilhou agora, num testemunho divulgado pelo Clube de Alvalade, as dificuldades sentidas ao longo da recuperação.

"Tive muitos momentos em que pensava em desistir. Não consigo perceber como consegui ultrapassar isto. Não consigo descrever. É passar barreiras e desafios atrás de desafios. Olho para trás e dá-me angústia. É a mesma coisa que tirar o maior prazer de uma pessoa na vida. Tive muitos momentos em que pensei várias vezes em desistir. A mim foi como tirar-me um sonho de menino", assumiu.


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O 'camisola 11' recordou ainda o instante da lesão: "Senti a minha perna a falhar e senti que tinha partido alguma coisa. Tinha-me ficado a perna para trás. Não tive a dor no joelho logo. Mas pensei que algo tinha rebentado dentro do meu corpo. Não conseguia esticar a perna e tinha o joelho todo dobrado. Estava desesperado e, quase a perder os sentidos, sabia que tinha sido muito grave".

O impacto foi tal que hesitou quanto à cirurgia, que acabou depois por realizar: "Disse que não queria ser operado no dia a seguir, porque também tinha receio e medos. Tinha de me mentalizar para o que ia e pelo que ia passar. Depois vim logo para a Academia", contou.

Após a intervenção cirúrgica, iniciou-se um processo de reabilitação particularmente duro, tanto a nível físico como psicológico. As marcas visíveis no joelho e o inchaço prolongado reforçaram a dimensão do desafio: "Sofri com um pouco de dores até um ano de lesão. Olhávamos e víamos que ainda tínhamos uma montanha grande a subir", referiu.

Também Daniel Bragança, companheiro de equipa que partilhou o ginásio com Nuno Santos, destacou a dureza do processo: "É difícil qualquer palavra fazer-nos sentir melhor. Disse ao Nuno que ele estava num dos melhores clubes para conseguir recuperar da lesão. Tinha o nosso apoio, dos amigos e da família. Estares constantemente a repetir as coisas é uma das fases mais duras. Passas a fase em que tens o carinho das pessoas, onde tens a família a apoiar nos primeiros dias e isso parece que dá um mínimo conforto para aquilo que vais enfrentar. Mas a verdade é que é uma recuperação tão longa que passas por momentos muito difíceis. Só o facto de já conseguires correr e tocar na bola, parece que já começa a fluir de outra maneira. É muito importante para nós".

O treinador Rui Borges sublinhou a resiliência do jogador - que lhe deverá valer renovação em Alvalade: "Cheguei e falei com o Nuno. É alguém que a gente aprende a admirar pela sua entrega, resiliência, pela parte competitiva, além do que é a sua qualidade técnica. Faz sempre coisas diferentes. Se há jogador que, dentro da dificuldade da lesão, poderia recuperar e ultrapassá-la era o Nuno. A resiliência dele é extraordinária, é algo que levarei comigo como exemplo. Se fosse eu, não teria a força e capacidade de trabalho e sofrimento que ele teve. Ele é muito invulgar. Vimos muitas vezes o Nuno passar cá para fora que já jogava na Supertaça com o Benfica e daqui um mês... e isso é algo que é dele. Só um ser humano com esta resiliência conseguiria voltar a treinar e estar com a equipa".

A 19 de novembro de 2025, Nuno Santos voltou a pisar o relvado. A reintegração plena com o grupo aconteceu a 27 de janeiro e, a 5 de fevereiro, regressou à competição frente ao AVS SAD, somando 43 minutos: "Sei que ainda vou dar alegrias à minha família e ao Sporting. O meu objetivo é ser feliz a jogar à bola. Senti a rotina num jogo importante como aquele [contra o Ath. Bilbao] e senti-me importante no grupo. Foi uma sensação muito boa", afirmou.

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