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·13. Mai 2026

Paixão sem limites

Artikelbild:Paixão sem limites
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Eu fui testemunha ocular do maior “time” do Clube de Regatas do Flamengo da história. O time de 1981. Que foi “gestado” antes, em 1977, e que, a partir de 1978 (o ano do terceiro tri – 78, 79 e 79 especial), conquistou todos os títulos possíveis: Carioca, Brasileiro, Libertadores e Mundial. Eu tinha doze anos e, na madrugada de dia 14 de dezembro (a final foi, para nós, na noite do dia 13), lá estava eu comemorando na rua do bairro em que eu morava, com centenas de flamenguistas, em Florianópolis (SC).

Era a época de um time que todo brasileiro (!) sabia de cor: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio, Tita e Zico; Nunes e Lico. Timaço!!!


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Mas os “antis” vão dizer que foi “apenas” a Copa Toyota, em Tóquio, num dia frio de dezembro na Terra do Sol Nascente. Ora, ora… Mas que mania incorrigível de tentar diminuir a conquista dos outros. O campeão da Champions League (Liverpool, inglês) enfrentou o campeão da Taça Libertadores da América (Flamengo, brasileiro) e o final todos sabem: “Em dezembro de 81, botou os ingleses na roda, três a zero no Liverpool ficou marcado na história…”.

Até então, a única conquista do “Malvadão” na maior competição do futebol profissional sul-americano. A magnética torcida rubro-negra, assim, ficou 38 anos aguardando por um novo grito de “É campeão”, em terras continentais. E ela veio, naquele 23 de novembro…

O Mister Jorge Jesus, um português carismático e com muito “approach” (alô, Zeca Pagodinho, aquele abraço!) com todos – bem diferente com outros portugas que grassam por aí (vocês sabem!!!) – comandou o segundo (para mim) maior flamengo de todos os tempos: Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; William Arão, Gerson, Everton Ribeiro e Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabigol.

Nossa crônica tem lugar nesse “fim de jejum”. Veja a foto (@flamengo.memes_):

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Em três minutos, aproximadamente, uma vitória épica! E com muitos personagens. Dentro e fora do campo. No estádio, nos arredores, no centro de Lima, nos hotéis…

O espetáculo tem muitos rostos. Alguns desconhecidos. Um deles, trataremos de “desnudar” nesse ensaio. O nome dele? Daniel Moser, um fanático rubro-negro de Santa Catarina. Veja a foto (@danielmoser):

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No cabelo, uma arte. E que arte! Desenhados os heróis da “peleja”, em especial Gabigol e Bruno Henrique, decisivos e míticos naquela final. Tanto quanto Don Arrascaeta e o (reserva) Diego Ribas.

No estádio, assim estava o nosso Daniel, fazendo preces para a virada, já que o brioso River Plate havia inaugurado o placar aos quatorze minutos do primeiro tempo (@diariodorio):

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Mas o final da história, todos sabemos… Depois de setenta e cinco minutos (!) de sofrimento da MAIOR NAÇÃO DO MUNDO, veio o alívio. Uma vitória épica! E, depois, só festa!

Pois me chega aos ouvidos que o nosso personagem, antevendo o grande desfecho, teria encomendado esse “penteado”. E, após a vitória, ao visitar o hotel em que a delegação flamenguista estava hospedada, em uma marcante apoteose, foi abraçado pelos craques e pela comissão técnica, recebendo cinco camisas autografadas por todos…

Que momento!

A paixão pelo futebol é isso mesmo… Nos faz ANTEVER a história. Se há os que fazem promessas “imponderáveis”, como subir uma grande escadaria ou atravessar o campo inteiro os cento e cinco metros (!) que levam de uma “linha de fundo” à outra, DE JOELHOS, ou deixar de beber por um ano inteiro, ou deixar o cabelo ou a barba sem cortar, o nosso Daniel cravou na própria pele (e cabelo) a imortalização de um título tão desejado…

Em 28 de novembro deste ano (2026), o palco será, novamente, o Centenário, em Montevideo, a linda e ensolarada capital uruguaia. Há quem diga, baseado no “mantra” rubro-negro (“Ninguém morre nos devendo”) e considerando que permanecem Flamengo e Palmeiras como as duas maiores forças do continente, que estaremos diante da GRANDE VINGANÇA. Desta vez, Andreas estará (novamente, como em 2025) do lado verde. E o Flamengo há de ser pentacampeão sul-americano.

Quem viver, verá! Não é Daniel? Qual será o “penteado” desta vez? Terá Arraxca, Pedro e o lendário BH, ao lado do “sem cabelos” Jardim, o nosso novo Mister? Esperamos que sim!

Marcelo Henrique é natural do Rio de Janeiro (RJ) e reside em Florianópolis. Cursou Comunicação Social/Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina. Trabalhou em jornal e rádio. É articulista e editor de revistas técnicas, científicas e filosóficas. Cursa Doutorado em Administração (UFSC). Siga no Twitter: @profmarcelobotticelli


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