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·22. April 2026

Pedro Proença faz “apelo constante” contra a violência: “É uma mera coincidência de datas…”

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O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, reforçou esta quarta-feira a luta “constante” contra a violência, garantindo que a federação vai agir sempre que considerar que “as coisas não estão a seguir o seu caminho”.

O dirigente federativo presidiu ao lançamento da campanha “Stop à Violência”, realizado no átrio da Arena Portugal, na Cidade do Futebol, em Oeiras, e sublinhou que a escolha da data, precisamente no dia em que se joga o clássico entre FC Porto e Sporting, para a Taça de Portugal, não passa de uma “mera coincidência”, ainda que tenha deixado um aviso.


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“É uma mera coincidência de datas acontecer isto hoje, no dia da meia-final da Taça de Portugal. O apelo é sempre feito, quer seja no jogo da meia-final da Taça de Portugal quer nos 306 jogos organizados na I Liga, os mesmos na II Liga e todas as competições não profissionais. O apelo é constante e sempre que virmos que as coisas não estão a seguir o seu caminho, interviremos. Será sempre esse o nosso papel”, afirmou, deixando claro que a FPF se manterá atenta e pronta a intervir sempre que tal se justifique.

Sobre o encontro entre FC Porto e Sporting, marcado para esta quarta-feira, às 20:45, o líder da FPF mostrou confiança num “bom jogo”, enquadrado pelo “espírito” positivo que costuma envolver a Taça de Portugal.

“Queremos uma satisfação para os adeptos e acreditamos que hoje vai correr tudo bem e que seja um grande espetáculo desportivo”, desejou o antigo árbitro.

Também a propósito do clássico que decide o acesso à final da Taça, o presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), Joaquim Evangelista, criticou o “caminho” seguido por Rui Costa, Frederico Varandas e André Villas-Boas, presidentes de Benfica, Sporting e FC Porto.

“Acho que temos de ter a capacidade de dizê-lo abertamente: não tem nada que ver com as pessoas, que respeito os três, mas compreendo que neste quadro, que é o desporto, o futebol, a competição, que tenham enveredado por esse caminho, mas devemos a todo o custo evitá-lo. Não acrescenta valor ao desporto nacional”, considerou.

Joaquim Evangelista salientou, ainda assim, que os presidentes dos três “grandes” preservam uma “relação institucional”, embora em fases de maior competitividade se afastem dessa convivência, em particular por questões relacionadas com resultados desportivos ou arbitragens, algo que lamenta.

“Acho que, apesar de tudo, eles conseguem ter uma relação institucional. Depois, em determinados momentos da competição, momentos atípicos, que têm que ver com resultados ou arbitragens, há uma tendência para fugir ao que deveria ser um comportamento normalizado, de respeito mútuo, de elevação, na própria relação entre eles. Não compreendo como os dirigentes não conseguem sentar-se juntos”, apontou.

O lançamento da campanha “Stop à Violência” contou ainda com as intervenções da ministra da Cultura, Juventude e do Desporto, Margarida Balseiro Lopes, do presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Reinaldo Teixeira, e de Vítor Filipe, líder da associação de Lisboa e representante das estruturas distritais no evento.

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