Portal dos Dragões
·14. Mai 2026
Portistas celebram 26.º aniversário da Filial 43 do FC Porto na Venezuela

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Na quarta-feira, num cenário marcado sobretudo pelo azul e branco, rodeado de troféus e fotografias das equipas que, ao longo dos anos, passaram pelo FC Porto, foram evocadas as memórias dos quatro portugueses – Alvarinho Moreira, Camilo Oliveira, Joaquim Rocha e Manuel Oliveira – que, seis anos antes da inauguração, se juntaram para criar aquela filial.
Aos jovens lusodescendentes foi deixado o apelo para que defendam e mantenham o legado dos pais.
“Estamos aqui para celebrar o 26.º aniversario, recordar com orgulho aquilo que se passou em 1994, quando quatro portistas nos reunimos e decidimos que bem valia a pena ter aqui a representação oficial do FC Porto na Venezuela”, explicou um dos fundadores à Lusa.
Alvarinho Moreira, ex-presidente da CDPV, referiu ainda que, durante a reunião, os quatro portistas decidiram avançar e “ter um emblema na faixada do edifício representando o grande clube português”.
“Tivemos a vontade e, a coragem de fundar uma ação civil sem si de lucro com o principal objetivo de manter vivas as nossas tradições, usos e costumes, e inculcá-las nos nossos filhos, para sentirem orgulho em ser lusodescendentes e tenham consciência que ao ser filhos de portugueses, têm um enorme cartão de visita nas mãos que vai permitir-lhes ser recebido de braços abertos em qualquer canto do mundo”, disse.
Moreira acrescentou ainda que “valeu a pena empreender a aventura, que se transformou num maravilhoso sonho concretizado” e que, 26 anos depois, continua a ser motivo para que os portugueses “continuem juntos, unidos, a trabalhar, num lugarzinho que é referência na comunidade portuguesa”.
“Decidimos inaugurar esta casa a 01 de maio, porque Nossa Senhora de Fátima é a nossa padroeira, a companheira de viagem que nos acompanha ao longo da vida e nos ajuda a vencer as dificuldades e adversidades”, explicou.
Quanto às mudanças ao longo dos anos, e com alguma nostalgia, Moreira salientou que a comunidade lusa está envelhecida e que os mais jovens emigraram para outros destinos em busca de melhores condições de vida.
“Muitos [portistas] já faleceram e alguns partiram definitivamente para Portugal. Com o passar dos anos a cada dia se torna mais difícil reunir os portugueses portistas”, frisou.
Moreira recordou que a história da CDPV teve dois momentos marcantes, começando pela visita do Presidente do clube Pinto da Costa (1982-2024) à Venezuela, em 20 de julho de 2013, quando mais de mil pessoas acorreram ao salão nobre do Centro Português.
No ano seguinte, no Camarote Presidencial do Estádio do Dragão, o então representante de Portugal em Caracas, Mário Alberto Lino da Silva, descreveu a Casa do Porto como “uma segunda embaixada de Portugal na Venezuela”, na presença de Pinto da Costa.
Aos lusodescendentes, Alvarinho Moreira pediu que mantenham o espírito de luta dos pais, preservando o legado e o percurso construído pelos portugueses que emigraram para a Venezuela à procura de uma vida melhor.







































