DOMINIODEBOLA
·18. Februar 2026
Prestianni em risco máximo: UEFA pode aplicar castigo histórico

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Gianluca Prestianni pode enfrentar uma suspensão de até dez jogos, caso a UEFA considere provadas as acusações de racismo feitas por Vinícius Júnior, durante o encontro entre o Sport Lisboa e Benfica e o Real Madrid, no Estádio da Luz.
O incidente ocorreu na segunda parte do jogo, quando Prestianni, com a camisola a tapar a boca, se dirigiu ao avançado brasileiro. Vinícius reagiu de imediato, dirigindo-se ao árbitro François Letexier, acusando o adversário de o ter chamado de “mono” (macaco, em espanhol).
Perante a denúncia, o árbitro ativou o protocolo antirracista da UEFA, cruzando os braços junto aos pulsos e suspendendo temporariamente a partida. A interrupção durou cerca de oito minutos, após os quais o jogo foi retomado, sem advertências aos adeptos, uma vez que o alegado insulto terá partido de um jogador.
O encontro acabou por ser concluído, com vitória do Real Madrid por 1-0, mas o incidente será incluído no relatório oficial da arbitragem. A UEFA já confirmou a abertura de uma investigação.
De acordo com o Artigo 14 do regulamento disciplinar, qualquer pessoa que atente contra a dignidade de outra por motivos como cor da pele, origem étnica ou religião pode ser punida com uma suspensão mínima de dez jogos ou outra sanção adequada.
Após o jogo, Vinícius Júnior criticou o protocolo nas redes sociais, considerando-o ineficaz. “Recebi um cartão amarelo por comemorar um golo, enquanto do outro lado houve apenas um protocolo mal executado”, escreveu.
Por sua vez, Prestianni negou qualquer comportamento racista, garantindo que foi mal interpretado. “Nunca dirigi insultos racistas a Vinícius. Lamento as ameaças que recebi e rejeito qualquer forma de discriminação”, afirmou o jogador.
Casos de racismo entre jogadores são raros, sendo mais frequentes os episódios provenientes das bancadas. Em 2020, Neymar denunciou situação semelhante num jogo entre PSG e Marselha, envolvendo Álvaro González, mas o processo acabou arquivado por falta de provas.
Em Portugal, recorde-se ainda o caso de Moussa Marega, em 2020, no Estádio D. Afonso Henriques, e o episódio envolvendo Bernardo Silva, que resultou em sanção por parte da federação inglesa.
A decisão final sobre o caso Prestianni dependerá agora da investigação da UEFA, que analisará imagens, testemunhos e relatórios oficiais antes de definir eventuais punições.









































