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·17. April 2026

Saída de Mascherano no Inter Miami mostra realidade da MLS para estrelas

Artikelbild:Saída de Mascherano no Inter Miami mostra realidade da MLS para estrelas

Lionel Messi passou em branco no empate do Inter Miami com o New York Red Bulls pela MLS neste último fim de semana, resultado que ilustra uma realidade importante sobre o futebol americano: mesmo com estrelas mundiais, a liga é mais equilibrada do que muitos brasileiros imaginam. Dias depois, foi o técnico Javier Mascherano que decidiu não continuar no cargo de treinador da equipe.

Por que Mascherano saiu do Inter Miami?

Difícil saber exatamente o porquê. Especulações sobre outra oportunidade surgiram inicialmente, mas agora começam a aparecer relatos de discordâncias com Messi. E parece até um conto-feito que foi o modesto New York Red Bulls, adversário do último fim de semana, que acabou por ser o último jogo de Javier Mascherano no comando da equipe, especialmente após a incrível campanha da equipe em 2025. Sem grandes nomes, o time de Nova Jersey se baseia em uma organização tática, contando com o experiente Emil Forsberg e o recém-contratado Cade Cowell, cria da própria liga ianque.


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Na MLS, a intensidade física é uma das características que ainda definem o futebol e podem surpreender visitantes e jogadores acostumados a outros estilos.

Para o Inter Miami, esses tropeços já expõem uma realidade maior: eliminada da competição continental, a equipe sofre para se manter no topo de sua conferência, enquanto o modesto Nashville segue vivo na Concacaf Champions e lidera o Leste.

Na liga doméstica, ao contrário do formato de pontos corridos do Brasileirão, uma má partida nos playoffs pode eliminar qualquer favorito. Antes disso, as partidas são mesmo uma corrida de jóqueis em que somente o posicionamento importa. Jogar em casa é um privilégio daqueles que somam mais pontos durante a temporada, mas isso não isenta o mandante de perder antes da hora. E, para uma equipe que não conta mais com a experiência de Jordi Alba e Sergio Busquets, a fragilidade em campo é palpável.

E com a Copa do Mundo de 2026 nos EUA, México e Canadá, entender essa competitividade da MLS ajuda a dimensionar o crescimento do futebol americano nos últimos anos. Estrelas como Messi e de Paul elevam o nível, ajudam a vender ingressos, mas não garantem vitórias automáticas. São como nós, vítimas da paridade entre equipes, imposta pelas mecânicas do teto salarial.

O resultado também mostra por que a MLS atrai cada vez mais jogadores sul-americanos: é uma liga em que o talento individual precisa se adaptar a um sistema coletivo mais rígido e a uma preparação física mais exigente.  Atletas da liga são expostos a diferentes estilos de jogo, a viagens longas e a superfícies sintéticas em campos da NFL. É a nossa MLS, com suas imperfeições perfeitas.

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