Coluna do Fla
·27. April 2026
Saída do capitão, liderança ‘ilusória’ na Argentina e mais: jornalista detalha mudanças do Estudiantes, rival do Flamengo

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·27. April 2026

Por: Pedro Paulo Catonho
O Flamengo vai voltar a La Plata. Palco da emocionante disputa de quartas de final da Copa Libertadores no ano passado, a cidade receberá um novo Estudiantes (ARG) x Mengão, nesta quarta-feira (29), pela terceira rodada do Grupo A. Assim como o Rubro-Negro, os argentinos também trocaram de técnico de um ano para o outro.
Para entender todas as mudanças do Estudiantes, o Coluna do Fla bateu um papo com o jornalista Martín Cabrera, do portal ‘El Día’, de La Plata. O setorista destacou as saídas do técnico Eduardo Domínguez (hoje no Atlético-MG) e do ex-capitão Santiago Ascacíbar como baixas sensíveis. Além disso, outra peça importante do elenco segue no clube, mas ‘com a cabeça distante’.
— Além de Domínguez e Ascacíbar, perdeu Cristian Medina, que foi para Botafogo. Também Román Gómez, que foi para Bahia. Saiu Santiago Arzamendia, lado esquerdo da seleção de Paraguai, que se rompeu dos ligamentos cruzados e vai parar por sete ou oito meses de recuperação. Chegaram alguns jogadores, Eros Mancuso, emprestado pelo Fortaleza. Chegou Adolfo Gaich, um atacante que veio da Rússia, que não está tendo nível —, iniciou Martín.
— Chegou Tomás Palacios, um zagueiro que está emprestado do Inter. Esse é bom. Mas da metade do campo para frente não tem nada diferente. São os mesmos e com a particularidade é que Edwin Cetre, que era uma peça chave, está em um muito mau nível. Está mal depois de ter frustrado sua venda para Athletico-PR e Boca Juniors. Ficou muito mal e não é titular —, acrescentou.
Como destacado pelo jornalista, Cetre foi um das peças-chave do Estudiantes no ano passado. Tanto é que o jogador chamou a atenção do Boca Juniors e do Athlteico-PR. Inclusive, o atleta chegou a desembarcar em Curitiba para assinar com os paranaenses, mas exames médicos apontaram problemas no joelho e no coração, fazendo com que o ponta voltasse ‘desanimado’ para o time de La Plata.
O Estudiantes lidera o Grupo A do Campeonato Argentino, com 28 pontos em 15 jogos. O clube de La Plata tem oito vitórias, quatro empates e três derrotas. Apesar do topo da tabela, a equipe não empolga na competição, de acordo com Martín Cabrera.
— Até é líder do Argentino, mas você tem que entender que é um campeonato muito medíocre. São dois grupos de 15 equipes, tem muitos times que são de um nível de segunda divisão. Uma sequência de três triunfos te permite estar em cima. O Domínguez já havia deixado o time na ponta. Não tem que se guiar pela posição da tabela, ao menos na Argentina —, opinou.
Em fevereiro deste ano, Eduardo Domínguez pediu demissão do Estudiantes para comandar o Atlético-MG. Inclusive, o treinador ficou na corda bamba em Belo Horizonte após a goleada de 4 a 0 do Flamengo, no último domingo (26), pelo Brasileirão.
Na vaga do ‘Barba’, o Estudiantes contratou Alexander ‘Cacique’ Medina, ex-Internacional de Porto Alegre. Se com Domínguez o time de La Plata era extremamente reativo, defensivo e esperando os erros dos adversários, a realidade do momento é um pouco distinta.
— São diferentes, me parece. A equipe de Domínguez parece um pouco mais o que jogou com o Flamengo (na Libertadores do ano passado). Era uma equipe que tinha por momentos maior solidez defensiva. Esta equipe ataca mais, me parece que é mais vertical, é mais ofensivo o de Medina. É mais propensa a fazer o jogo acontecer. O de Domínguez não era tão assim. Era por momentos mais descontínuos, mas foi extremamente eficaz aquela equipe de Domínguez —, comentou o jornalista.
Flamengo e Estudiantes de La Plata se enfrentam a partir das 21h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (29), no Estádio Jorge Luis Hirschi. O Mengão lidera o Grupo A, com seis pontos. Já os argentinos estão em segundo, com quatro. Independiente Medellín (COL), com um; e Cusco (PER), com zero, completam a chave. Confira outros pontos da entrevista do Coluna do Fla com Martín Cabrera.
“Não tem a mesma mobilização do ano passado, não há tanta expectativa, nem o coração com o que foi a outra vez. Está tudo mais tranquilo. Aqui começou o outono forte, está frio, vai ser muito frio na quarta-feira. Baixou a temperatura a níveis de um dígito, nove graus. Teremos ingressos esgotados, mas não há nada como o clima da vez passada”.
“A imprensa ainda segue Domínguez, mas ele já é história. A torcida deu volta à página de Domínguez. Já não o choram mais. E não, não acredito (que ele volte um dia). Não acredito que volte porque aqui não ficaram contentes os dirigentes com a saída de Domínguez. De um dia para o outro. Foi como uma ruptura. Foi como quando uma namorada te deixa de um dia para o outro. Não me imagino no curto prazo o Domínguez na órbita de Estudiantes. Nem mesmo se Medina vai assim, como agora, mais ou menos correto. Na Argentina, dentro de duas semanas, começam os playoffs, que são a eliminação direta. E a partida de Copa Libertadores vai ficar no meio de algum duelo eliminatório de playoffs”.









































