Gazeta Esportiva.com
·1. Januar 2026
Seleção Brasileira vive 2025 conturbado e inicia reconstrução com Ancelotti; veja raio-x

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A Seleção Brasileira viveu em 2025 um dos anos mais turbulentos de sua história recente. A temporada começou com Dorival Júnior no comando, mas durou pouco. Após apenas dois jogos oficiais no ano (empate por 1 a 1 com a Colômbia e a derrota histórica por 4 a 1 para a Argentina). a CBF optou pela demissão do treinador. O revés diante da maior rival representou a pior derrota do Brasil nas Eliminatórias da Copa do Mundo e foi determinante para a decisão tomada pelo presidente da época Ednaldo Rodrigues.
Com a saída de Dorival, encerrava-se um ciclo de 16 partidas, marcado por sete vitórias, sete empates e duas derrotas, além de críticas à falta de evolução coletiva.
A partir de maio, a Seleção Brasileira iniciou uma nova fase com a chegada de Carlo Ancelotti, quarto treinador do Brasil desde a Copa do Mundo do Catar, e responsável por conduzir um processo de reconstrução em meio a pouco tempo e muitas cobranças.
Sob o comando do italiano, a Amarelinha disputou oito partidas em quatro datas Fifa, com um retrospecto de quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, somando 14 gols marcados e apenas cinco sofridos, o que resultou em aproveitamento de 58,3%.

Foto: MAURO PIMENTEL / AFP
A estreia do treinador aconteceu fora de casa, com empate sem gols diante do Equador. Na sequência, o Brasil venceu o Paraguai por 1 a 0 e superou o Chile por 3 a 0, ambos no Maracanã, mas sofreu revés por 1 a 0 para a Bolívia, fora de casa. Em outubro, nos amistosos na Ásia, a equipe alternou bons e maus momentos: goleou a Coreia do Sul por 5 a 0, mas perdeu para o Japão por 3 a 2. Já na última data Fifa do ano, venceu o Senegal por 2 a 0 e empatou em 1 a 1 com a Tunísia. O retrospecto final foi de quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, refletindo um ano de transição, testes e amadurecimento da ideia de jogo.
Mais do que os resultados, o período foi marcado por testes em larga escala: Ancelotti convocou 48 jogadores, utilizou 42 deles e não repetiu nenhuma escalação, em clara fase de observação e ajustes.
Mesmo com a oscilação natural de um time em formação, o Brasil apresentou sinais de evolução. A goleada por 5 a 0 sobre a Coreia do Sul e a vitória por 2 a 0 diante do Senegal mostraram um time mais intenso, vertical e agressivo ofensivamente. Por outro lado, derrotas como a sofrida contra o Japão e o empate frustrante por 1 a 1 com a Tunísia evidenciaram fragilidades defensivas, além de dificuldades quando a equipe precisou propor o jogo.
Taticamente, Ancelotti encontrou no 4-2-4 o desenho que melhor se adaptou às características do elenco. Sem um armador clássico, o treinador apostou na movimentação constante do quarteto ofensivo e na verticalidade, enquanto buscava equilíbrio com dois volantes de boa saída. Ainda assim, algumas posições seguem indefinidas, como as laterais e o comando de ataque, especialmente a função de camisa 9 de ofício.
Entre certezas e dúvidas, poucos jogadores se consolidaram como peças intocáveis. Bruno Guimarães foi o único presente em todas as partidas com Ancelotti, sempre como titular, enquanto outros nomes ganharam protagonismo ao longo do ano, como o artilheiro Estêvão (cinco gols), o zagueiro Alexsandro Ribeiro e o retorno do experiente volante Casemiro.
A rotação intensa, porém, era parte do plano para recuperar o tempo perdido em um ciclo marcado por trocas frequentes no comando técnico.

(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
Ao fim de 2025, a Seleção Brasileira termina o ano em condição claramente superior àquela em que começou. Ainda longe do ideal, mas com uma base encaminhada, ambiente positivo e ideias mais claras. Com poucos amistosos restantes antes da Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti entra no ano do Mundial com menos dúvidas, mais respostas e a missão de transformar um processo de reconstrução em uma equipe competitiva à altura da história da Amarelinha.
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