Susto em Monza, show em Bérgamo: Inter e Atalanta são semifinalistas da Coppa Italia | OneFootball

Susto em Monza, show em Bérgamo: Inter e Atalanta são semifinalistas da Coppa Italia | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Calciopédia

Calciopédia

·6. Februar 2026

Susto em Monza, show em Bérgamo: Inter e Atalanta são semifinalistas da Coppa Italia

Artikelbild:Susto em Monza, show em Bérgamo: Inter e Atalanta são semifinalistas da Coppa Italia

As quartas de final da Coppa Italia 2025-26 tiveram intensidade máxima e zero espaço para erro. Em duas partidas com roteiros bem diferentes, Inter e Atalanta carimbaram seus passaportes para a semifinal, às custas da dupla de Turim, cada uma à sua maneira – uma no sufoco, mas mostrando maturidade; a outra com autoridade e imposição do início ao fim.

A Inter superou o Torino por 2 a 1 em um palco incomum: o estádio Brianteo – U-Power Stadium, em Monza. Longe de Milão, mas com clima de decisão, os nerazzurri precisaram lidar com um adversário duro e um jogo que se tornou tenso após uma boa vantagem ter sido estabelecida. Já a Atalanta transformou o duelo contra a Juventus em um recado claro: com um 3 a 0 contundente, a equipe de Bérgamo mostrou força coletiva e ambição para ir até o fim, em busca de um título que não vem há mais de seis décadas.


OneFootball Videos


Artikelbild:Susto em Monza, show em Bérgamo: Inter e Atalanta são semifinalistas da Coppa Italia

Com gols franceses, a Inter eliminou o Torino em Monza (Getty)

Inter 2-1 Torino

Longe do San Siro, a Inter fez valer o peso da camisa e venceu o Torino por 2 a 1 no Brianteo, em Monza, garantindo vaga na semifinal da Coppa Italia. Com o estádio milanês indisponível por conta dos preparativos para a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, os nerazzurri precisaram transformar um “campo neutro” em território favorável – e, num embate entre times majoritariamente reservas e marcado por gols franceses, fizeram isso com autoridade na maior parte do jogo, embora tenham flertado com o drama na reta final.

Desde o início, o roteiro foi claro: posse de bola da Inter, circulação paciente e tentativa de desmontar o bloco baixo do Torino, que se defendia com linhas compactas e apostava em ligações diretas, quase sempre com poucos homens à frente. Faltava apoio aos atacantes granata, e a Beneamata crescia em volume. Aos 20 minutos, Carlos Augusto quase abriu o placar com um chute de canhota que explodiu no travessão, sinalizando que o gol era questão de tempo.

O Torino só foi realmente perigoso quando a própria Inter colaborou. Aos 30, De Vrij errou ao recuar uma bola e a entregou nos pés de Prati, que finalizou por cima, desperdiçando a melhor chance visitante na primeira etapa. O susto acordou os nerazzurri: aos 35 minutos, Kamate fez grande jogada individual pela direita e cruzou na medida para Bonny, que apareceu na pequena área e cabeceou para o fundo da rede. Vantagem justa para quem mais jogava. Antes do intervalo, ainda houve tempo para Kulenovic testar de cabeça, levando perigo e avisando que o Torino não estava morto.

O segundo tempo começou elétrico. Logo aos 48, Thuram recebeu dentro da área e rolou para Diouf, livre, empurrar para o gol e ampliar. Parecia o golpe definitivo. Só que a resposta do Torino foi imediata: Pepo Martínez fez boa defesa na sequência, Vlasic finalizou com perigo e Tameze também exigiu intervenção do goleiro. A pressão virou gol aos 57 minutos, quando Pedersen cruzou e Kulenovic subiu para cabecear firme, diminuindo o placar.

A partir daí, o jogo ficou aberto e nervoso. A Inter quase matou o confronto com Frattesi, que bateu forte de canhota aos 64, e depois em jogada trabalhada com Diouf, já no fim, mas a bola desviou e não entrou. Do outro lado, Prati perdeu boa chance, teve um gol anulado por impedimento e Vlasic ainda assustou em finalização colocada nos acréscimos. O Torino empurrou, a Inter resistiu.

No fim, vitória suada, com cara de time que sabe sofrer quando precisa. Sem o brilho constante, mas com eficiência nos momentos-chave, a Inter mostra maturidade de equipe que quer – e sabe – brigar pelo título. Nas semifinais, a equipe de Cristian Chivu enfrentará Napoli ou Como.

Artikelbild:Susto em Monza, show em Bérgamo: Inter e Atalanta são semifinalistas da Coppa Italia

Com grande atuação coletiva, a Atalanta atropelou a Juventus (Ansa)

Atalanta 3-0 Juventus

Se a Inter avançou no sofrimento, a Atalanta tratou de carimbar sua vaga na semifinal da Coppa Italia com propriedade. No Gewiss Stadium, a equipe de Bérgamo venceu a Juventus por 3 a 0 em um jogo que começou equilibrado, mas terminou como uma afirmação clara de força coletiva, frieza nas áreas e leitura perfeita dos momentos da partida.

O primeiro tempo teve uma Juve mais presente com a bola, tentando controlar o ritmo, enquanto a Atalanta adotava postura mais reativa, compacta e pronta para acelerar quando recuperava a posse. Éderson foi o primeiro a assustar, de fora da área, obrigando Perin a trabalhar. A resposta bianconera veio em sequência: Conceição roubou bola, finalizou e parou em Carnesecchi, e logo depois acertou o travessão em chute potente, no melhor momento visitante.

Mesmo sem dominar territorialmente, a Atalanta foi cirúrgica. Aos 24 minutos, Éderson cruzou e a bola tocou no braço de Bremer; após revisão do VAR, pênalti marcado. Scamacca cobrou com categoria, deslocando Perin e abrindo o placar. A Juve ainda tentou reagir rápido – Bremer quase empatou de cabeça e Locatelli levou perigo em falta já nos acréscimos da etapa inicial – mas, apesar de momentos de superioridade, faltava eficiência.

O segundo tempo seguiu com a Juventus rondando a área e a Atalanta esperando o momento exato para matar o jogo. Cambiaso criou boa chance em cruzamento que terminou em finalização perigosa, e a Juve mantinha a sensação de que poderia empatar. No entanto, aos 77 minutos, veio o golpe que desmontou de vez os bianconeri: contra-ataque puxado em velocidade, Bellanova avançou pela direita e cruzou na medida para Sulemana completar para o gol.

Com a Juve exposta emocional e taticamente, a Atalanta aproveitou o erro fatal. Aos 85, Bremer – numa raríssima noite em que falhou em todos os lances capitais – saiu jogando mal, a bola sobrou para Pasalic, o curinga tão querido pela torcida orobica, que bateu colocado no canto e fechou a vitória. No fim, Carnesecchi ainda trabalhou em chute de longe de Thuram, enquanto Openda desperdiçou a última chance do jogo para a Juve, já sem impacto no destino da partida.

O placar elástico não refletiu um domínio absoluto durante os 90 minutos, mas traduziu algo ainda mais valioso: maturidade e competitividade. A Atalanta soube sofrer quando a Juventus foi melhor, foi letal nas oportunidades que teve e puniu cada erro do adversário. Um time que, mais do que jogar bem, parece saber exatamente como se joga uma fase decisiva.

Impressum des Publishers ansehen