Papo na Colina
·24. Februar 2026
Venda da SAF do Vasco avança e acordo com Marcos Lamacchia pode ser fechado no próximo mês

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A venda da SAF do Vasco da Gama para o empresário Marcos Farias Lamacchia está praticamente acertada e deve ser concluída entre março e abril. A informação foi divulgada pelo jornalista Gilmar Ferreira, que afirmou que o acordo caminha para desfecho positivo.
Segundo o relato, as partes já avançaram significativamente nas tratativas, restando ajustes finais para oficialização do negócio.
De acordo com Gilmar Ferreira, o Vasco trabalha neste momento para demonstrar ao investidor critérios técnicos de gestão esportiva e financeira, além de respeito ao processo de recuperação judicial em curso.
A diretoria entende que é fundamental transmitir segurança administrativa ao novo parceiro, reforçando que o clube adota práticas de governança e planejamento estruturado. A expectativa é que a formalização da venda ocorra entre março e abril.
O jornalista destacou ainda que a informação já circula nos bastidores e que o anúncio oficial deveria partir da própria presidência para tranquilizar os torcedores.

Foto: Reprodução/Linkedin.
Filho de José Roberto Lamacchia, fundador do Banco Crefisa, Marcos é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Ele nasceu do antigo casamento entre José Roberto Lamacchia e Junia Faria, filha do banqueiro Aloysio de Andrade Faria, que integrou a lista de bilionários da Forbes e faleceu em 2020.
Marcos Lamacchia tem 47 anos e é formado em Administração de Negócios com especialização em Contabilidade e Direito Empresarial pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos. Também possui especialização em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Entre 2004 e 2009, atuou como diretor da Crefisa.
Em 2008, participou da fundação da Blue Star, empresa de consultoria financeira e de investimentos sediada em São Paulo, onde atualmente exerce o cargo de CEO. A mãe, Junia, é uma das sócias do negócio. Nas redes sociais, mantém perfil discreto e raramente faz aparições públicas.
A estrutura societária da SAF do Vasco está hoje fragmentada em três partes. O clube associativo mantém 30% das ações. Outros 31% pertencem à 777 Partners, empresa que adquiriu participação no clube em 2022.
Os 39% restantes estão sob disputa em corte arbitral. Para que o Vasco possa negociar essa fatia, será necessário um acordo entre as partes envolvidas ou uma decisão judicial favorável ao clube.
Esse cenário jurídico é determinante para qualquer avanço definitivo na venda da SAF e explica por que o processo depende não apenas de acertos comerciais, mas também de definições legais.

Pedrinho e José Roberto Lamacchia — Foto: Reprodução
Enquanto a possível venda avança, parte da torcida manifesta apreensão com o desempenho da equipe e o risco de rebaixamento no fim da temporada. O debate sobre a SAF ocorre em meio a um momento esportivo delicado, o que aumenta a pressão por definições rápidas e transparentes.
Caso confirmada, a venda representará mais um capítulo importante na reestruturação financeira do Vasco, que busca estabilidade econômica e competitividade dentro e fora de campo.
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