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·17. Februar 2026
Victor Osimhen deixa recado ao Napoli: «Trataram-me como um cão»

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·17. Februar 2026

Victor Osimhen, ponta de lança do Galatasaray, fez a antevisão do encontro frente à Juventus, mas o tema forte esteve ligado ao seu antigo clube, o Napoli.
A primeira mão do playoff da Liga dos Campeões vai ser disputada esta terça-feira pelas 17h45, em Istambul.
Em entrevista à Gazzeta dello Sport, o nigeriano revelou estar focado para o duelo frente à Vecchia Signora: «Será estimulante defrontar um clube de topo. Sabemos que não podemos permitir distrações, porque contra eles qualquer erro pode custar caro», afirmou.
A nível individual, Osimhen demonstrou confiança nas suas qualidades: «Sei que estou entre os melhores avançados do momento. Se não sou o número um, sou o número dois. Ou, no limite, o número três», acrescentou.
No entanto, as declarações foram muito além do jogo de hoje. O artilheiro recordou as dificuldades vividas na passagem por Nápoles, durante quatro épocas. A relação que parecia perfeita entre o avançado e o clube napolitano, foi quebrada através de uma publicação no Tiktok.
Na sequência de um penálti falhado, frente ao Bologna em 2023, o Napoli deu uso às redes sociais para, em tom irónico, divulgar o vídeo do falhanço.
«Lamento pelos adeptos, principalmente porque nunca falei sobre o que aconteceu. Alguns deles vieram à minha casa para pedir explicações. Conversámos e pedi-lhes que se colocassem no meu lugar. Depois de o Napoli publicar aquele vídeo no TikTok, algo se quebrou definitivamente», confidenciou o jogador.
«Qualquer um pode falhar um penálti, qualquer um pode ser ridicularizado por isso. O Napoli fê-lo apenas comigo e com certas insinuações. Fui vítima de ofensas racistas e tomei a minha decisão: queria sair. Apaguei as fotos com a camisola do Napoli do meu Instagram e eles aproveitaram o momento para me virar contra os adeptos», acrescentou.
Aliado ao episódio referido acima, Osimhen afirmou ter existido falta de seriedade da parte do clube italiano.
«Tinha um acordo com o presidente De Laurentiis, segundo o qual no verão seguinte eu poderia sair, mas do outro lado o compromisso não foi totalmente cumprido. Tentaram mandar-me para jogar em todo o lado, trataram-me como um cão. 'Vai para aqui, vai para ali, faz isto, faz aquilo'. Trabalhei muito para construir uma carreira e não poderia aceitar tal tratamento.»









































