Gazeta Esportiva.com
·2 March 2026
Análise: Palmeiras faz dever de casa e mantém domínio no Choque-Rei para decidir mais um Paulista

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O Palmeiras fez valer o mando de campo na semifinal do Campeonato Paulista e venceu o São Paulo por 2 a 1 na noite do último domingo. Com a vitória, o Verdão chegou a 858 dias sem perder para o rival e ainda engatou a sétima final consecutiva de Estadual, a sexta sob o comando do técnico Abel Ferreira.
Fortalecido pelas mais de 29 mil pessoas na Arena Crefisa Barueri, o Palmeiras logo conseguiu abrir o placar ao pressionar bem a saída de bola do São Paulo, aspecto que vem sendo decisivo para o Alviverde nesta temporada. Foi trabalhando a bola de pé em pé que o Verdão abriu o placar aos sete minutos, com Mauricio.
A jogada, porém, mereceu destaque desde o início e contou com o esforço de Murilo em desarmar Luciano e com a boa visão de Marlon Freitas, que achou bom passe para Flaco López. Foi o argentino que abriu com Vitor Roque pela esquerda. O camisa 9 cruzou duas vezes na área e, na segunda tentativa, deixou nos pés de Mauricio, que estufou a rede.
Com a vantagem no placar, o Palmeiras pôde jogar mais tranquilo, mas mesmo assim não se desligou do jogo. Houve momentos em que a equipe até teve chance de ampliar mais cedo, mas acabou pecando na decisão final, como em um lance no fim do primeiro tempo em que Piquerez bateu cruzado ao invés de acionar Allan, que chegava livre e de frente para o gol de Rafael.
O Palmeiras conseguiu envolver o São Paulo praticamente em todo o jogo. O Tricolor pouco deu trabalho para a defesa de Carlos Miguel e tinha como saída os arremates exteriores. Em uma tentativa de cruzamento na área, no segundo tempo, o Tricolor reclamou que a bola bateu no braço de Gómez, mas a arbitragem mandou seguir o jogo. E, aos 11, o Verdão deixou sua vida mais fácil e ampliou.
Vitor Roque sofreu falta e originou a jogada do gol. Andreas Pereira cobrou rasteiro, abrindo com Piquerez pela esquerda. O uruguaio foi até o fundo e cruzou na área. A defesa do São Paulo vacilou e a bola sobrou nos pés de Flaco López, que não perdoou.
A partida parecia controlada até os 23 minutos, quando o São Paulo diminuiu. Marlon Freitas disputou a bola com Bobadilla, que caiu na área e a árbitra marcou o pênalti. Calleri converteu na cobrança e recolocou o Tricolor no jogo. Abel Ferreira refrescou a equipe com mudanças no ataque e o Verdão ganhou fôlego para segurar o rival, que não teve chances muito claras.
O Palmeiras mostrou, mais uma vez, seu poder de decisão e, principalmente, sua força como mandante, mesmo que fora do Allianz Parque. Fazendo da Arena Crefisa Barueri sua casa, teve a torcida como 12° jogador e manteve sua invencibilidade no local e diante do Tricolor, que não vence o Palmeiras já há 11 jogos: o maior tabu registrado na história do Choque-Rei.
Com moral e confiança elevados, o Palmeiras já se prepara para enfrentar o Novorizontino em jogos de ida e volta da final do Paulistão e tenta voltar a conquistar um título depois de passar a última temporada em branco. A última taça levantada pelo Verdão foi o Estadual de 2024.
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