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·7 February 2026
Augusto Inácio: “Veremos se a técnica superior do Sporting se sobrepõe à força coletiva do FC Porto”

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O clássico entre FC Porto e Sporting, marcado para segunda-feira às 20:45 na 21.ª jornada da Liga Betclic, pode ser decidido pela capacidade de aproveitar os erros do adversário, afirma o antigo jogador, treinador e dirigente Augusto Inácio, que realça a importância de abrir o marcador.
“Se o FC Porto perder a bola no meio-campo ofensivo, o Sporting tem jogadores muito rápidos na frente e pode criar muito perigo. Já o Sporting, ao ser pressionado no seu meio-campo, costuma perder muitas bolas perto da área e o FC Porto pode aproveitar. Será um jogo de erros e veremos se a técnica superior do Sporting se sobrepõe à maior força colectiva do FC Porto”, disse em declarações à agência Lusa.
O líder da prova, FC Porto, com 55 pontos, recebe o segundo classificado, Sporting, com 51, num encontro que é o segundo entre as equipas nesta época, depois da vitória portista na primeira volta (2-1) no Estádio José Alvalade, em Lisboa.
A derrota dos azuis e brancos na jornada anterior, a primeira no campeonato, no terreno do Casa Pia (2-1), permitiu ao Sporting reduzir a diferença de sete para quatro pontos, um factor que, segundo Inácio, pode alterar a abordagem de Rui Borges e dos seus jogadores.
“Até ao jogo de segunda-feira, o FC Porto estava com uma confiança enormíssima. Não é por acaso que tinham, em 19 jogos, 18 vitórias e um empate. O Sporting perdeu em casa com o Porto e estava a sete pontos. As coisas mudaram e agora o Sporting sabe que tem uma grande oportunidade”, explicou.
Inácio, que representou os leões entre 1974/75 e 1981/82 e os dragões entre 1982/83 e 1988/89, e que também passou pelos dois clubes como treinador, entende que o FC Porto tem alguma falta de criatividade, apesar de reconhecer a “mudança radical” de qualidade em relação à época passada.
“No início da época, o FC Porto teve alguns jogos com uma dinâmica, intensidade e atitude irrepreensíveis. Depois, deixou de ganhar de forma tão clara. As exibições ficaram um pouco de lado e passou a vencer mais pela determinação, raça e querer. Tudo aquilo que fez do FC Porto vencedor não foi suficiente perante uma equipa bem organizada como o Casa Pia”, analisou.
O líder da Liga é, a seu ver, uma equipa com limitações frente a adversários mais fechados: “O Borja Sainz é um jogador de raça, o Pepê é o único que vai tendo mais técnica no ataque do FC Porto. O Samu tem força, mas onde está a técnica? Está no Rodrigo Mora e no Gabri Veiga, mas não passa disso. O Varela, o Pablo Rosario e o Froholdt são trabalhadores natos e o FC Porto vale pela sua capacidade defensiva, mas, às vezes, é preciso mais”.
Quanto ao bicampeão nacional, que considera mais dotado ao nível técnico, Inácio aponta dificuldades na recuperação da bola e em “manter a consistência” ao longo dos 90 minutos.
“Sei que é um paradoxo, mas o Sporting tem tudo. O Trincão é um criativo, o Geny [Catamo] desequilibra, o Suárez é um goleador e há também Pote. E o FC Porto é quem está em primeiro. (…) Porque não tem conseguido exibir-se a tempo inteiro. Ainda agora, com o Nacional e mesmo com o Arouca, teve muitas dificuldades e já esteve muito melhor do que está agora”, refletiu.
Sobre as contas do título, Inácio considera que uma vitória do FC Porto ou um empate são resultados muito favoráveis aos portistas, mas alerta que um triunfo do Sporting poderia lançar grandes dúvidas, recordando a perda do campeonato neerlandês por parte de Farioli, na época passada ao serviço do Ajax.
“Se o FC Porto ganhar, fica praticamente com a mão no título e, se empatar, continua a depender de si, embora não possa ter descuidos. (…) No caso de o Sporting ganhar, entra nos portistas aquela desconfiança, os tremeliques. Vai falar-se muito do período do Farioli no Ajax, quando tinha nove pontos a cinco jornadas do fim e perdeu o campeonato. Já se fala pela surdina”, concluiu.
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