Jogada10
·16 February 2026
Auxiliar de Abel explica confusão no fim do jogo do Palmeiras: “O treinador me xingou de tudo”

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João Martins, auxiliar de Abel Ferreira (suspenso) no Palmeiras, deu detalhes da confusão que protagonizou nos minutos finais do empate por 1 a 1 diante do Guarani. Segundo o técnico, a confusão ocorreu por que um técnico do Bugre, Matheus Costa, o xingou durante o tumulto.
A confusão foi ocasionada por um pedido de “fair play” do time de Campinas, que colocou a bola para fora pedindo atendimento médico. Os jogadores do Verdão, no entanto, não devolveram a bola, o que levou à confusão. Vale destacar que, nesse momento do jogo, o Guarani se classificava para o mata-mata do estadual e, por isso, tentava ganhar tempo para evitar uma virada do Palmeiras.
“Existe uma ética. Nós nunca tivemos problemas com o banco adversário. Nós discutimos muito com árbitros, mas nunca nos viram tendo problemas com o banco adversário. O treinador me xingou de tudo pela nossa equipe ter jogado rápido. O árbitro é quem decide quando interrompe o jogo”, explicou João Martins que, na sequência, criticou a arbitragem.
“Ano passado começamos o Campeonato Brasileiro com duas regras claras. Uma era que o árbitro só pararia o jogo se houvesse choque de cabeça. Seis meses depois essa foi uma das regras que quebradas. A outra é que só haveria atendimento médico fora do campo se o jogador não levantasse em 30 segundos. Eram regras que davam tempo ao jogo, mas rapidamente desapareceram. Gostaria de saber o motivo”, argumentou.
“O Guarani já tinha perdido dois minutos em cada tiro de meta, 30 segundos em cada lateral, os jogadores sempre no chão… E eu disse o mesmo aos meus jogadores: para continuar jogando. O árbitro está lá, não tem motivo para pôr a bola fora. Tem que jogar, o jogador já estava de pé, como foi visto”, concluiu.
Após explicar toda a causa da confusão no final do jogo do Palmeiras, João Martins foi sincero ao dizer por que reagiu às falas do técnico do Guarani durante a confusão. Seguranças precisaram, inclusive, apartar os dois na ida para os vestiários da Arena Barueri, na entrada do túnel.
“Peço desculpa, mas eu tenho sangue quente. E tenho os meus limites. Sei que passei dos limites e nada justifica isso, mas vou arcar com as consequências dos meus atos. Foi a primeira vez, tanto eu como o Abel, que tivemos um problema com o banco contrário. Mas ser ofendido daquela maneira, não”, disparou o treinador.
O Palmeiras volta a campo no próximo final de semana, pelas quartas de final do Paulistão, quando encara o Capivariano. A Federação Paulista de Futebol (FPF) ainda não definiu as datas e horários dos duelos, mas a próxima fase do estadual acontece nos dias 21 e 22 de fevereiro.

João Martins comandou o Palmeiras no empate por 1 a 1 diante do Guarani, pelo Paulistão – Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Sobre o retorno de Paulinho e a estreia de Arias: “Sobre o Paulinho, já falaram tudo. É questão de tempo e evolução, vamos fazer com que as coisas corram bem. A evolução está sendo positiva, mas é sem previsão. Sobre o Arias, já treinou ontem e treinou hoje. Veio bem, ficou ali quatro ou cinco dias tratando de problemas pessoais antes de vir. Já está integrado. E se tudo correr bem, está à disposição do treinador nas quartas de final”.
Sobre a escalação com mais titulares que o esperado: “Às vezes temos que correr alguns riscos. Fizemos um jogo muito intenso na quinta-feira à noite, um jogo muito difícil. Chegamos ao CT às cinco da manhã. No dia seguinte, após três jogos seguidos, os jogadores sentem cansaço acima do normal. Ontem à tarde tivemos que tomar decisões. Por causa da maratona, tivemos que correr alguns riscos. E assumimos esse risco para cuidarmos dos jogadores. Eles sabem que no futebol não dá para controlar tudo, mas tentar evitar ao máximo. Se acontecer, são situações de jogo”.
Como o Palmeiras vai aproveitar a semana sem jogos: “Esta semana livre será importante para duas coisas: recuperar do acúmulo de jogos. Algumas situações que o calendário não nos deixa recuperar: traumas dos jogadores, alguns problemas pelos quais muitos dos jogadores não iniciam os jogos a 100%. Vamos tentar ao máximo recuperar isso. E recuperar mentalmente, esse desgaste de viagem, jogo, concentração, volta, carga emocional no jogo… Conseguir desligar nesses dois dias para focarmos novamente outra vez”.









































