Jogada10
·20 April 2026
Como chega o Equador para a Copa do Mundo

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·20 April 2026

Pela segunda vez em sua história tendo uma sequência em Copas do Mundo, o Equador chega com a expectativa de fazer uma boa campanha no torneio. Afinal, a seleção teve um bom desempenho nas Eliminatórias, na qual terminou na segunda colocação, e vem demonstrando um retrospecto defensivo que chama a atenção.
O ciclo equatoriano começou com derrota para a Austrália, mas vitória em outro confronto contra os Socceroos, além de Bolívia e Costa Rica. Nas Eliminatórias, estreou com derrota para a Argentina, venceu Uruguai, Bolívia, mais uma vez, e o Chile.
Já em 2024 teve mais uma vitória contra os bolivianos, uma contra a Guatemala e outra contra Honduras. Porém, perdeu para Itália e Argentina. Na Copa América, ficou apenas na segunda colocação do seu grupo, atrás da Venezuela e se classificando em um empate sem gols contra o México. Entretanto, no mata-mata, deu trabalho para a Albiceleste, com a eliminação vindo apenas nos pênaltis.

Equatorianos sofreram apenas dois gols nos últimos 12 jogos das Eliminatórias – Foto: La Tri – Seleção Equatoriana de Futebol
Apesar disso, o desempenho não agradou e Félix Torres acabou sendo demitido. Em seu lugar, veio Sebastián Beccacece, que estreou com derrota para o Brasil, em Curitiba. Porém, o novo treinador conseguiu ajeitar a casa e o Equador conseguiu se destacar por sua defesa. Nos 11 jogos restantes pelas Eliminatórias, a seleção sofreu apenas um gol, com cinco vitórias e seis empates neste período. A classificação veio no empate sem gols contra o Paraguai e a vice-liderança na tabela garantida após a vitória contra a Argentina, por 1 a 0.
Apesar do desempenho defensivo, os equatorianos mostram dificuldades para vencer seus jogos. Nos amistosos preparatórios, La Tri empatou cinco vezes, contra Estados Unidos, México, Canadá, Marrocos e Holanda, e venceu apenas a Nova Zelândia. O Equador chega na Copa do Mundo ocupando a 23ª colocação do ranking da Fifa.
A seleção equatoriana conta com talentos que começaram a ocupar espaços em grandes ligas europeias. Muito disso se deve ao trabalho de formação realizado para o Independiente del Valle, que tem quase metade dos convocados pela La Tri em suas canchas. Entre eles está Moises Caicedo, que atualmente defende o Chelsea.

Caicedo disputará sua segunda Copa do Mundo – Foto: La Tri – Seleção Equatoriana de Futebol
O jogador de 24 anos surgiu no Del Valle em 2020. No ano seguinte, já defendia a seleção e estava no Brighton. Após idas e vindas na equipe Sub 23, Caicedo se estruturou como um dos destaques do clube inglês, sendo vendido aos Blues no meio de 2023, pelo valor de 133 milhões de euros. Pelo Chelsea, atuou em 140 partidas, com oito gols marcados e conquistando a Copa do Mundo de Clubes. Já pela La Tri são 60 jogos, com três gols anotados e participação na Copa de 2022 e em duas Copas Américas.
Antigo desejo dos clubes brasileiros, Sebastián Beccacece desembarcou no Equador para seu primeiro trabalho em seleções. O objetivo de arrumar a casa para garantir uma equipe mais estruturada para a Copa do Mundo aconteceu. Afinal, o técnico perdeu apenas uma partida desde que assumiu a La Tri, logo em sua estreia, contra o Brasil. Depois disso, são 17 jogos, com 11 empates e seis vitórias.

Beccacece perdeu apenas um jogo desde que assumiu a seleção – Foto: La Tri – Seleção Equatoriana de Futebol
Beccacece ganhou espaço no futebol comandando o Defensa y Justicia, conquistando o título da Sul-Americana em 2020. Antes disso, o treinador atuou como auxiliar de Jorge Sampaoli, participando da Copa do Mundo de 2018, com a Argentina. O técnico também teve passagens pelo Racing e pelo Elche, da Espanha.
O Equador é a caçula sul-americana em Mundiais. A primeira participação equatoriana aconteceu em 2002, quando caiu na fase de grupos contra México e Itália, mas vencendo a Croácia. Já em 2006, avançou para o mata-mata e fez a sua melhor campanha no torneio. Após bater Polônia e Costa Rica em sua chave, La Tri se classificou para as oitavas de final, sendo eliminada para a Inglaterra.

Equador fez sua melhor campanha em Copas em 2006 – Foto: Reprodução
Depois de ficar de fora em 2010, a seleção retornou em 2014, no Brasil, onde ficou atrás de França e Suíça em seu grupo. Ausente mais uma vez em 2018, o Equador disputou a Copa de 2022, com o destaque do primeiro gol do torneio, marcado por Enner Valencia. Porém, os equatorianos perderam o confronto direto para Senegal e não avançaram para o mata-mata.
Galindez; Hincapie, Pacho e Ordoñez; Preciado, Vite Alan Franco, Caicedo e Estupiñan; Plata e Enner Valencia.
O Equador está localizado no noroeste da América do Sul, cortado no meio pela linha que leva o seu nome ao redor do mundo. O país tem uma área de 256.370 km², com uma população de 16.385.068 habitantes, sua capital é Quito e o atual presidente equatoriano é Daniel Noboa.
O país possui uma diversidade grande, apesar do tamanho pequeno, com a presença dos Andes, da Floresta Amazônica e do Arquipelágo de Galápagos. Já na economia, o Equador passou por um salto desde o começo no Século XXI, tendo a exportação de petróleo bruto como principal fonte de renda.
Além do futebol, o país possui destaques em outros esportes. Atualmente, um dos grandes nomes é o ciclista Richard Carapaz. O atletica ficou com a medalha de ouro na prova de estrada das Olimpíadas de 2020. Além disso, venceu o Giro da Itália em 2019 e a fase de montanhas no Tour de France, em 2024. Inclusive, na última edição da prova, não conseguiu disputar por conta de uma infecção gastrointestinal.

Carapaz ganhou a medalha de ouro nas Olimpíadas de 2020 – Foto: Reprodução/Instagram
No meio cultural, o Equador vive um momento de destaque com cantoras no cenário latino. Destaque para Nikki Macklif, Neoma, Paola Navarrete e Mariela Condo.

Equador vive expectativa para boa campanha na América do Norte – Foto: La Tri – Seleção Equatoriana de Futebol
Com a boa campanha nas Eliminatórias, a La Tri gerou expectativas por um desempenho na Copa do Mundo. Reencontrando a Alemanha, adversária em 2006, o Equador pode surpreender os europeus, mas a tendência é que os equatorianos duelem pela segunda colocação com a Costa do Marfim, deixando Curaçao para trás. No mata-mata, a seleção pode apresentar dificuldade para os seus adversários por conta do retrospecto defensivo e surpreender dentro de campo.









































