Central do Timão
·2 January 2026
Corinthians busca reverter bloqueio de premiação da Copa do Brasil junto à Caixa; ex-presidente se posiciona

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O Corinthians vem tentando, junto à Caixa Econômica Federal, a reversão do bloqueio de parte da premiação pelo título da Copa do Brasil de 2025. A informação foi divulgada inicialmente pelo UOL Esporte. Além disso, segundo a reportagem, o presidente do Alvinegro, Osmar Stabile se reuniu, nos últimos dias com Carlos Vieira, presidente do banco, na tentativa de liberar tais recursos previstos para auxiliar no fluxo de caixa do clube do Parque São Jorge neste início de 2026.
Nas tratativas, o Corinthians argumenta que a Caixa Econômica estaria se utilizando de uma receita do ano passado como forma de desconto de juros que só venceriam ao longo de 2026. Porém, o banco se baseia em contratos de cessão fiduciária firmados com o Alvinegro em 2023, durante a gestão de Duílio Monteiro Alves, como forma de explicação para o bloqueio de tais recursos.

Foto: Divulgação/Corinthians
O UOL Esporte obteve acesso aos documentos assinados durante o mandato do ex-presidente. Neles, é constatado que a garantia apresentada pelo Corinthians não se limita ao principal da dívida e nem ao exercício orçamentário. O acordo firmado também considera juros, encargos e correções, independentemente do ano de vencimento.
No documento, o Corinthians cede de maneira fiduciária à Caixa Econômica Federal receitas do presente e do futuro, dentre elas bilheteria, aluguéis e outros recebíveis – como forma de garantir o cumprimento de suas obrigações financeiras. Desta forma, o banco pode reter qualquer um dos recebíveis que se enquadrem no contrato firmado para se precaver sobre possível falta de pagamento, mesmo apesar do vencimento dos juros estarem programados somente para o ano seguinte.
Com isso, as justificativas do Corinthians possuem pouca sustentação levando em conta a redução contratual. Além disso, o portal também soube que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) depositou ao Corinthians os R$ 69 milhões pelo tetracampeonato da Copa do Brasil (1995, 2002, 2009 e 2025). A quantia em questão é R$ 8 milhões abaixo da quantia bruta da premiação devido ao desconto de tributos e impostos.
Desse total, cerca de R$ 34 milhões foi prometido ao elenco do Corinthians como ‘bicho’ pela conquista do torneio nacional. O restante estava destinado à quitação das pendências que mantém, até o momento, o transferban do Alvinegro na Fifa – dívida de R$ 40 milhões junto ao Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres em janeiro de 2024.
De acordo com o UOL, a quantia retida pela Caixa, assim como a pelo desempenho no Campeonato Brasileiro de 2025, estava atrelada ao planejamento financeiro do Corinthians. Desta maneira, o Alvinegro acabou ‘perdendo’ o valor da parcela que seria utilizada para quitar compromissos mais urgentes, além dos que foram firmados com os jogadores.
Em nota oficial, Duílio Monteiro Alves, presidente do Corinthians entre 2021 e 2023, se defendeu sobre o acordo firmado com a Caixa Econômica Federal e ainda afirmou que a premiação pelo título da Copa do Brasil pode ter sido bloqueada pelo banco pelo fato de alguma parcela não ter sido quitada. Além disso, disse que o trato firmado com a Caixa foi factível, criticando afirmações sobre acordos feitos pelas últimas administrações da instituição.
“Durante a minha gestão, celebramos um acordo muito saudável entre o Corinthians e a Caixa Econômica, que reduziu de R$ 3 bilhões para R$ 700 milhões uma contingência que o clube tinha a respeito da Neo Química Arena. No nosso último ano de gestão, quitamos R$ 80 milhões referentes a esse acordo. Esse pagamento deveria continuar sendo priorizado nos anos seguintes à minha saída. Se alguma receita listada como garantia foi bloqueada, isso lamentavelmente significa que alguma parcela vencida está em aberto.”
“Sobre nossa gestão, cabe apenas mencionar que reduzi a dívida com a Caixa – que não foi contraída por mim – e que pagamos a primeira parcela, mostrando, em 2023, que o acordo era factível. Fizemos uma transição pacífica ao fim de 2023 com o presidente então eleito e tudo isso foi explicado. A Neo Química Arena é um dos maiores orgulhos da Fiel e sempre será. Por isso, é preciso fiscalizar e combater a tática mesquinha de demonizar e descumprir os acordos que viabilizaram a quitação do nosso estádio, especialmente quando ela é empregada para justificar as irresponsabilidades administrativas que se seguiram, rasgando acordos como se não fossem positivos, além de piorar sensivelmente a saúde financeira de um clube que, de 2021 a 2023, apresentou três superávits”, disse o ex-presidente ao UOL Esporte.
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