Zerozero
·11 June 2026
Dia 1: <i>El Tri</i> de Aguirre, anfitrião que nos abre a porta

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·11 June 2026

E cá estamos de novo, Mundial! Desta vez não foi preciso esperar quatro anos completos (inverno catari, fresco só na memória...), mas nem isso apaga o suplício de uma impaciente contagem decrescente até ao arranque de mais uma edição da prova que, de uma forma ou outra, nos enfeitiça um pouco a todos.
E cá estamos de novo, México! Assim que a bola rolar frente a África do Sul, em mais um jogo de abertura, os mexicanos passarão a ser pioneiros. A primeira nação a receber jogos de três Mundiais distintos, depois de ter sido anfitriã em 1970 e 1986! El Tri, como é conhecida, mas agora mais que nunca.
Quatro décadas depois, voltamos a ver os mexicanos a disputar um jogo do Mundial no seu mítico Azteca. Já distante a última ocasião, oitavos de 86, num 2-0 à Bulgária que contou com um inolvidable golazo do ex-Sporting Manuel Negrete, que curiosamente contou com assistência do homem que aqui nos guia - Javier Aguirre.
É familiar o nome? Pois claro, falamos de uma lenda!
Talvez esse seja um estatuto exagerado à escala mundial, mas quando as equipas entrarem em campo esta noite, num Azteca pintado maioritariamente com as cores mexicanas, os holofotes incidirão com especial brilho sobre esse antigo jogador que é hoje o selecionador.
Também para ele o número três carrega simbologia, já que esta é a sua terceira passagem pelo comando técnico de um país que tantas vezes vive uma desconexão entre a sua ambição e os seus resultados. Mas isso está a mudar! Nesta nova era, o outrora criticado pragmatismo está a virar a maior arma de uma equipa sólida ao ponto de ter conquistado ambas as provas em que participou: a Gold Cup e a Liga das Nações da CONCACAF.
Dos três anfitriões, em conjunto com Estados Unidos e Canadá, o México é o que vive um melhor momento e quem tem argumentos mais válidos para uma caminhada longa. Aliás, o empate (0-0) de Portugal nestas altitudes, em março, foi só mais um ponto numa série de loucos: os mexicanos não perdem em casa há oito anos!
Apelidam-no de bombeiro, mas esta já não é uma operação de resgate. Javier Aguirre é o comandante de uma seleção que, pela primeira vez em muito tempo, não deve ser riscada. E a instantes da bola rolar pela primeira vez, não há cromo mais importante para abrir a coleção.







































