Ex-empresa de presidente da FPF se defende após rescisão e cobrança de multa pelo São Paulo: “O Dedé aprovou” | OneFootball

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·24 March 2026

Ex-empresa de presidente da FPF se defende após rescisão e cobrança de multa pelo São Paulo: “O Dedé aprovou”

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Os resquícios da gestão Julio Casares no São Paulo parecem longe de sumir. A polêmica da vez que foi parar na Justiça é com a empresa de limpeza Milclean, cujo proprietário é aliado histórico e ex-sócio do presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, e que prestava serviços ao clube.

Como informou o AVANTE MEU TRICOLOR ainda no início de janeiro, o São Paulo pagava uma bolada anual a parceira, mas suspeitava que ela não estava cumprindo com o contingente necessário de funcionários estabelecido no acordo.


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O contrato determina um contingente mínimo diário de 96 funcionários de segunda a sábado, e 95 aos domingos e feriados, mas registros internos de presença de dezembro de 2025 indicam que esse número não foi atingido em nenhum dos 31 dias do mês.

O maior contingente registrado foi de 55 funcionários; e o menor, de 39, inclusive no dia 28, um domingo, de grande movimento no clube.

Assim, o Tricolor resolveu entrar na Justiça nesta segunda-feira (23) com uma ação exigindo a rescisão contratual por justa causa, além de multa de R$ 1 milhão, alegando que a Milclean agiu de má-fé, descumpriu o acordo e causou prejuízos financeiros milionários ao clube.

O São Paulo tentou solucionar a situação amigavelmente com a empresa, cobrando explicações pela falta de funcionários acordado. No entanto, as partes não chegaram a um acordo, e a decisão ficará mesmo nas mãos do poder judiciário.

Nesta terça-feira (24), a Milclean se defendeu através de uma nota oficial emitida, afirmando que os ajustes contratuais foram devidamente documentados e aprovados pelo conselheiro vitalício Antônio Donizete Gonçalves, o Dedé, ex-diretor do social do clube.

Confira o pronunciamento da Milclean na íntegra:

O GRUPO MILCLEAN refuta veementemente as acusações do SPFC contra a empresa.

Desde o início do contrato, houve uma repactuação entre as partes, com a aprovação do Sr. Antônio Donizete Gonçalves, diretor em exercício na época. Foram implantadas novas tecnologias e realizados investimentos robustos em equipamentos, como compensação pela diferença de mão de obra.

Os ajustes foram devidamente documentados e aprovados por ele, e, na ocasião, ratificou que o SPFC não teria condições financeiras para assumir custos adicionais. Mesmo assim, a fim de garantir a execução contratual com excelência, realizamos as devidas implantações, que permaneceram em funcionamento até o último dia de prestação dos nossos serviços.

Durante todo o período, não apenas cumprimos todas as obrigações, como também desempenhamos as atividades com altos níveis de qualidade, comprovados por nossas pesquisas de satisfação e pelas medições mensais realizadas pelo próprio SPFC. Consequentemente, todas as nossas notas fiscais foram devidamente pagas, sem quaisquer reclamações ou possíveis glosas.

Informamos também que, após a mudança do corpo diretivo do SPFC, tentamos por diversas vezes agendar reuniões entre as partes a fim de obter um alinhamento justo, porém sem sucesso. O GRUPO MILCLEAN, mesmo com os últimos três pagamentos suspensos, manteve boa índole e arcou com os salários e encargos trabalhistas de todos os seus funcionários, incluindo o fornecimento dos insumos e equipamentos necessários à operação no SPFC, sem qualquer tipo de insatisfação.

O contrato firmado foi rescindido sem qualquer notificação prévia por parte do SPFC, restando ao GRUPO MILCELAN arcar novamente com todas as obrigações financeiras de seus funcionários. Mais uma vez, a empresa demonstrou boa-fé e liquidou os valores devidos.

No que se refere ao processo judicial, não tivemos ciência até o momento; entretanto, caso sejamos citados, apresentaremos nossa defesa, fornecendo todos os documentos e provas que nos forem solicitados.

O GRUPO MILCLEAN também irá cobrar do SPFC as notas fiscais que estão em aberto. Por fim, reafirmamos que jamais houve prejuízo, e muito menos má-fé, por parte da nossa empresa. Reiteramos o compromisso do GRUPO MILCLEAN com a ética e o profissionalismo, representados por mais de 8 mil colaboradores ao longo de 27 anos de história.

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