Jogada10
·3 March 2026
Filipe Luís fala sobre pressão no Flamengo após vaias: “Deixo minha alma”

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O técnico Filipe Luís respondeu sobre as críticas da torcida do Flamengo mesmo após a super goleada por 8 a 0, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca. Ao apito final do placar elástico, torcedores presentes voltaram a xingar o time, a exemplo do que ocorreu no CT Ninho do Urubu, no último sábado (28/2), e quando da chegada da equipe ao Maraca, nesta segunda (2/3).
Na coletiva de imprensa após o jogo, Filipinho afirmou entender as críticas, visto que também é torcedor do Fla desde jovem. Ele afirmou saber o tamanho da cobrança, mas que confia que a torcida acredita em seu potencial.

Filipe Luís fala sobre vaias da torcida do Flamengo após goleada no Madureira – Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
“Entendo perfeitamente. Eu gosto de lembrar sempre que eu usava a camisa do Flamengo quando eu era pequeno. Sou torcedor desde pequeno. E cresci vendo e sofrendo com eliminações do Flamengo e sendo torcedor igual eles. Mas eu quis viver esse desafio de trabalhar no Flamengo, de viver essa torcida, o bom e o ruim. E quando, como treinador, a partir do momento que eu escolhi começar aqui, o clube me abriu as portas e me deu a oportunidade, sabia perfeitamente a cobrança que tem, porque eu vi a troca de nove treinadores antes de eu entrar. Então eu sei que é difícil, mas eu sempre acreditei muito em mim. E o melhor de tudo: eu sei que o torcedor também acredita”, disse.
Ele prosseguiu na longa resposta, revelando sua conexão com a torcida do Flamengo. Admitiu que não era jogador de “dar carrinho”, mas que sempre “deixou a alma” pelo clube que torce e defende, afirmando viver os melhores anos de sua vida.
“Eu tenho uma conexão muito forte, eu falei antes de vir para o Flamengo que eu não tenho esse perfil de dar carrinho, de lutar, de gritar, que o torcedor às vezes tanto gosta, mas eu tenho outro perfil que me conecta muito com eles e eles sabem disso, que é o respeito, o carinho e a dedicação, mas o respeito principalmente pelo escudo. E tudo que eu fiz aqui eu dou e dei a minha vida pelo Flamengo, deixei minha alma aqui dentro. Quando o torcedor cobra, ele tem razão, ele tem razão. O resultado não está vindo, ele não está se sentindo representado pela equipe que está jogando. Eu já falei outras vezes, eu sou o responsável por isso, eu sei disso. A única coisa que eu posso fazer é trabalho, trabalho, melhorar e me dedicar. Tentar retribuir e evoluir como treinador para poder devolver esse carinho que o torcedor tanto brindou para mim todos os anos. Foram os anos mais felizes da minha vida”, afirmou.
Filipe Luís também comentou sobre a atuação de Pedro. Para ele, o camisa 9 vem atuando o suficiente, mas precisava de confiança para voltar a balançar as redes. Contra o Madureira, marcou quatro vezes e assumiu a artilharia do Carioca.
“É um jogador determinante, decisivo e, principalmente, que vem jogando! Parece que o treinador está contra o Pedro ou contra o Arrasca por que o jogador não joga. Mas não é assim. Pedro jogou a final contra o Corinthians, jogou a prorrogação inteira (contra o Lanús), mas o Pedro tem o direito de não estar no seu nível, como todos os outros. Então, vou vendo os jogadores e tento tirar o melhor deles sempre. Eu, mais do que ninguém, quero o melhor Pedro do mundo. Por isso que ele jogou os 90 minutos contra o Madureira, porque eu quero que ele faça gols, ganhe confiança. Atacante vive disso. A partir do momento que entrou o primeiro, se soltou e aí tudo fica mais fácil”, argumentou Filipe.









































