RTI Esporte
·14 August 2026
Fluminense fez bons negócios? Veja quanto o clube gastou em reforços

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·14 August 2026

O Fluminense investiu cerca de R$ 350 milhões em contratações nas gestões de Mário Bittencourt e Mattheus Montenegro. O valor, por si só, impressiona. A discussão aumenta quando o desempenho dos reforços entra na conta.
A Agência RTI Esporte apurou que a relação custo-benefício das negociações passou a ser questionada nos bastidores. A lista reúne jogadores contratados por valores expressivos, mas poucos conseguiram conquistar a torcida ou assumir protagonismo.
Os nomes também vieram de diferentes centros do mercado da bola. Juan Freytes chegou do Alianza Lima, do Peru, por R$ 20 milhões. Julián Millán foi contratado junto ao Nacional, do Uruguai, por R$ 25 milhões.
Jemmes custou R$ 22 milhões e desembarcou nas Laranjeiras depois de se destacar pelo Mirassol. Guilherme Arana, por sua vez, veio do Atlético-MG em uma operação de R$ 31 milhões. Otávio foi contratado por R$ 8 milhões após defender o Galo.
Gustavo Nonato também aparece na lista, com valor estimado em R$ 8 milhões. O meio-campista retornou ao clube após uma passagem pelo Santos e voltou a integrar o elenco tricolor na temporada de 2024.
Jefferson Savarino chegou ao Fluminense após defender o Botafogo. O clube investiu R$ 35 milhões no atacante. Entre os jogadores relacionados, é justamente o venezuelano quem conseguiu melhor resposta da torcida.
O meia-atacante rapidamente ganhou espaço e caiu nas graças dos tricolores. A contratação também ganhou peso pelo contexto. O jogador já conhecia o futebol brasileiro e havia sido destaque pelo rival alvinegro.
No Fluminense, conseguiu manter a capacidade de decidir partidas e se tornou uma das principais referências ofensivas da equipe. É justamente por isso que sua situação chama atenção quando comparada aos demais investimentos.
A lista mostra contratações de perfis bastante diferentes. Rubén Lezcano chegou do Libertad, do Paraguai, por R$ 30 milhões. O meia-atacante, porém, não permaneceu no elenco durante toda a temporada e acabou emprestado ao Olimpia.
Agustín Canobbio também custou R$ 40 milhões. O uruguaio chegou ao Fluminense vindo do Athletico-PR, depois de uma passagem importante pelo futebol brasileiro. Yeferson Soteldo foi contratado junto ao Santos.
O Fluminense desembolsou aproximadamente R$ 30 milhões por 50% dos direitos econômicos do venezuelano. Mesmo assim, o desempenho nas Laranjeiras ainda não correspondeu às expectativas criadas pelo investimento.
Santiago Moreno representa outro caso de atenção. O colombiano foi contratado do Portland Timbers, dos Estados Unidos, por R$ 32 milhões. A aposta aconteceu depois de o jogador se destacar na MLS (Major League Soccer).
No Fluminense, entretanto, teve dificuldades para se adaptar e acabou emprestado ao Dallas FC. A contratação passou a ser apontada como uma das que mais expõem o problema de custo-benefício. O clube precisou buscar uma saída poucos meses depois de contratá-lo.
Rodrigo Castillo é o caso mais emblemático da lista. O atacante argentino chegou do Lanús por aproximadamente R$ 70 milhões. O centroavante foi formado nas categorias de base do River Plate e ganhou projeção profissional no Deportivo Madryn.
Depois, destacou-se pelo Gimnasia antes de chegar ao Lanús. Foi justamente pelo clube argentino que chamou a atenção do Fluminense. Castillo teve participação importante nas conquistas da Copa Sul-Americana de 2025 e da Recopa Sul-Americana de 2026.
O investimento, porém, elevou imediatamente o nível da cobrança. Um jogador contratado por R$ 70 milhões chega com a obrigação de ser protagonista. O valor também transformou a operação em um dos maiores investimentos da história do Fluminense.
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