Gabri Veiga diz que o FC Porto é o “alvo a abater” em 2026/27 | OneFootball

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·2 July 2026

Gabri Veiga diz que o FC Porto é o “alvo a abater” em 2026/27

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Gabri Veiga abriu a nova época do FC Porto com uma ideia tão simples quanto exigente: quem ganha passa a ser perseguido. No arranque dos trabalhos da equipa orientada por Francesco Farioli, o médio espanhol apontou o peso de defender o título, falou da dureza que aí vem e pediu uma ligação ainda mais forte entre balneário e bancada. No centro da mensagem, uma certeza competitiva: “Somos o alvo a abater”.

No regresso ao trabalho, repartido entre o Centro de Treinos e Formação Desportiva Jorge Costa, no Olival, e a Clínica do Dragão, no Porto, Gabri Veiga assumiu o discurso de quem sabe que a nova temporada começa muito antes de a bola rolar a sério. Aos 24 anos, o espanhol apresentou-se com uma mensagem de ambição e de alerta, numa fase em que o FC Porto, campeão em título, se prepara para voltar à estrada sob o comando de Francesco Farioli.


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A primeira ideia forte surgiu quando o médio foi confrontado com o estatuto com que os dragões entram em 2026/27. Longe de tratar a condição de campeão como almofada, Gabri Veiga traçou um cenário de exigência máxima, com rivais mais preparados e margem de surpresa bem mais curta.

“Somos o alvo a abater, os rivais vão reforçar-se e ,sem dúvida, será uma época mais difícil do que a anterior.”, afirmou. “Creio que surpreendemos os outros com o nível que mostrámos e agora já nos conhecem, por isso vai ser muito difícil, mas estamos aqui para honrar o FC Porto e para o colocar onde merece, que é acima de todos”, sublinhou.

Há, nestas palavras, a consciência crua de que o sucesso muda o enquadramento de uma equipa. O FC Porto deixa de correr em surpresa e passa a carregar o peso natural de quem se tornou referência, um detalhe que ajuda a perceber o tom sério com que o plantel encara o recomeço.

Falando depois sobre o regresso ao relvado e ao contacto diário com o trabalho, Gabri Veiga deixou claro que o entusiasmo do início não dispensa urgência. A pré-temporada, no seu entendimento, não é apenas uma formalidade de calendário, mas o terreno onde se constrói o fôlego competitivo dos meses que aí vêm.

“Estamos com muita vontade de voltar a desfrutar do que mais gostamos, de voltar a jogar em casa com os nossos adeptos. A verdade é que temos pela frente uma época muito entusiasmante e temos de começar já a trabalhar com tudo”, referiu.

O tom combina entusiasmo com disciplina, como se o prazer de voltar a jogar andasse de mãos dadas com a obrigação de acelerar desde o primeiro dia. É uma mensagem coerente com uma equipa que sabe que a defesa do título não se improvisa e que cada detalhe da preparação conta.

O médio espanhol deteve-se ainda na fase inicial dos trabalhos, distinguindo o valor simbólico dos exames e a verdadeira exigência dos treinos. Aí, mais do que frases feitas de pré-época, deixou uma pista clara sobre o tipo de equipa que o FC Porto quer continuar a ser.

“Os exames não têm muita importância, mas os treinos, sim, pois somos uma equipa que precisa de dar 100%, de deixar tudo em campo, por isso há que ter uma boa preparação e já sei que vamos sofrer um pouco”, reconheceu.

Nessa frase cabe uma parte importante da identidade que Gabri Veiga descreve: intensidade, entrega e capacidade para suportar a carga que o modelo de jogo pede. O sofrimento de julho surge, assim, não como queixa, mas como investimento declarado para o que a época vai exigir.

No último eixo da intervenção, o espanhol voltou-se para fora, para a bancada e para a relação emocional que sustenta muitas vezes o rendimento de uma equipa ao longo de um ano longo. O apelo foi direto, com a noção de que os objetivos só ganham corpo quando a sintonia entre equipa e adeptos resiste aos momentos mais duros.

“Todos os anos eles são importantes e este ano temos de estar todos unidos, equipa e adeptos, porque vai ser um ano muito difícil, muito entusiasmante e com muitos objetivos pela frente.”, concluiu. “Precisamos dos nossos adeptos mais do que nunca e tenho a certeza de que vão lá estar para dar tudo”.

O FC Porto iniciou a pré-temporada com 28 jogadores às ordens de Francesco Farioli, divididos entre exames médicos e trabalho físico, e prossegue agora a preparação no Olival antes do estágio em Burton upon Trent, entre 13 e 18 de julho. Pelo caminho, a equipa azul e branca vai afinando o corpo e o discurso para o primeiro objetivo oficial, a Supertaça Cândido de Oliveira frente ao Torreense. Nas palavras de Gabri Veiga, a linha já está traçada: mais dificuldade, mais responsabilidade e a mesma ambição de colocar o clube “acima de todos”.

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