Portal dos Dragões
·2 July 2026
Sete casuals sportinguistas negam ataque a adeptos do FC Porto em Alvalade

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Teve lugar ontem a segunda sessão do julgamento do processo em que sete casuals sportinguistas são acusados de tentativa de homicídio, depois de terem incendiado uma viatura onde seguiam adeptos do FC Porto, nas imediações do Estádio José Alvalade, a 10 de junho de 2025.
Na audiência, foram ouvidos três arguidos, que foram confrontados com vídeos, fotografias e mensagens trocadas com familiares, amigos e namoradas. Ainda assim, asseguraram ser inocentes relativamente ao incidente que ocorreu após o encontro de hóquei entre os rivais no Pavilhão João Rocha.
Bruno Gonçalves foi o primeiro a prestar declarações e descreveu ao pormenor o que aconteceu. Referiu que se deslocou para ver o jogo de futsal, mas acabou por ir mais cedo para junto do estádio para conviver, tendo depois conseguido bilhete para o hóquei, de onde saiu já durante o prolongamento.
“Dirigi-me a um café e encontrei o pai de um amigo. Disse que ia aos Santos comer algo e ele disse que me podia dar boleia. Depois vi várias pessoas, mas não percebi que ia acontecer algo. Quando começou a confusão fugi. Fui a Alfama, ao jogo e no fim fui detido”, explicou o arguido, segundo a CMTV.
Por sua vez, Diogo Amaral e Silva fez questão de sublinhar que já não integra as claques do clube e insistiu que não esteve no local no momento dos acontecimentos. “Saí do pavilhão às 18h20 e fui para casa com um amigo”, afirmou, acrescentando que, quando a polícia apreendeu uma tocha, explicou que se tratava de sobras da festa do título de bicampeão do Sporting.
Já Pierre Oliveira justificou a saída antecipada do jogo com a necessidade de ajudar a mãe num arraial. “Saí antes da 1ª parte acabar. Não estive no local e não faço parte de nenhuma claque”, reforçou.
Durante a tarde, foi ainda ouvido o inspector da Polícia Judiciária, que também respondeu a questões sobre falhas na investigação, entre elas o facto de não ter sido apurada a residência de um dos arguidos. Recorde-se que cinco dos sete suspeitos estão em prisão preventiva e os restantes em prisão domiciliária. A próxima sessão está agendada para dia 15, altura em que serão ouvidas mais testemunhas.







































