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·10 January 2026
MAIS ESCÂNDALO POR AÍ: São Paulo paga bolada a empresa de aliado de presidente da FPF que não cumpriu contrato

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O São Paulo mantém um contrato anual de R$ 6,8 milhões com a empresa de limpeza Milclean, cujo proprietário é aliado histórico e ex-sócio do presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos.
O acordo foi firmado no final de 2024, assinado pelo presidente Júlio Casares, e prevê pagamentos mensais de R$ 569.856,20 até junho de 2027, totalizando pouco mais de R$ 20 milhões ao longo do vínculo.
Nos bastidores do clube, o termo é alvo de questionamentos de conselheiros e já foi denunciado à Polícia Civil, que avalia abrir uma investigação específica sobre o contrato.
A Milclean está em nome de Otávio Alves Corrêa Filho, amigo de Bastos há mais de 40 anos. Ambos dividiram sociedade por décadas, com participação conjunta em empresas e imóveis, além de atuação comum na gestão do Taubaté e da própria FPF.
Bastos afirma que deixou a empresa em 2021, quando vendeu sua fatia por R$ 3,9 milhões, e nega qualquer relação atual. Ainda assim, documentos levantados pelo ‘O Estado de S. Paulo‘ mostram que Corrêa Filho manteve negócios imobiliários com empresa ligada à esposa de Bastos, casados sob o regime de comunhão total de bens, o que torna o dirigente avalista das operações.
O contrato firmado com o Tricolor também chama atenção por seu formato. Embora tenha sido assinado em dezembro de 2024, ele estabelece que os serviços no clube social retroagem a junho do mesmo ano, seis meses antes da formalização.
O acordo determina um contingente mínimo diário de 96 funcionários de segunda a sábado e 95 aos domingos e feriados, mas registros internos de presença de dezembro de 2025 indicam que esse número não foi atingido em nenhum dos 31 dias do mês.
O maior contingente registrado foi de 55 funcionários; e o menor, de 39, inclusive no dia 28, um domingo, de grande movimento no clube.
A Milclean foi fundada em 1998 por Bastos e Corrêa Filho e declarou faturamento de R$ 20 milhões em 2018. A empresa já esteve envolvida em outras controvérsias, como na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2009, quando placas publicitárias da marca apareceram em estádios com grande exposição televisiva.
Em 2024, ela foi acusada de superfaturamento por um vereador de São Sebastião (SP), município que mantém contrato mensal de R$ 3 milhões com a prestadora.
Em nota, a FPF afirma que é “completamente desonesta” qualquer tentativa de ligar Bastos ao contrato do São Paulo e sustenta que o dirigente não tem conhecimento nem participação na Milclean desde 2021. O clube, por sua vez, diz que o acordo foi celebrado após concorrência com sete empresas, tendo sido escolhida a de menor custo, e garante que há controle formal e diário da presença dos funcionários previstos em contrato.
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