Central do Timão
·18 June 2026
Presidente do Gaviões fala sobre reforma do estatuto, intervenção judicial e SAFiel; veja

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·18 June 2026

O presidente do Gaviões da Fiel, Ale Oz, publicou na manhã desta quinta-feira (18) um posicionamento pessoal sobre questões envolvendo a reforma do estatuto, uma possível intervenção judicial e até mesmo a proposta da SAFiel.
Em longo texto publicado nas redes sociais, o líder da principal torcida organizada do Corinthians externou preocupação com o que categorizou como uma “alarmante” situação, afirmando que chegou a conclusão de que o modelo associativo que comanda o clube já não apresenta nenhuma solução confiável para os problemas do Alvinegro.

Foto: Reprodução / Instagram
Confira abaixo a nota completa publicada por Ale:
“Antes de tudo, vale ressaltar que esta é uma opinião pessoal e não representa, necessariamente, o posicionamento da entidade até este momento. Acredito que todos nós, corinthianos, estamos há muito tempo extremamente preocupados com toda a situação alarmante do Corinthians. Eu, por tudo o que vi, ouvi e acompanhei nos últimos anos (e confesso que tentei muito acreditar que ainda havia uma saída), cheguei à conclusão, com enorme tristeza, de que não existe mais solução confiável vinda desse modelo associativo que tomou conta do Corinthians. Ainda acreditava que a reforma do estatuto poderia representar um mínimo de esperança, um primeiro passo para a mudança. Mas, pelo visto, para alguns, manter um sistema ultrapassado, defasado e que contribuiu diretamente para a situação em que o clube se encontra continua sendo a melhor alternativa. O mais preocupante não é apenas o estado atual do Corinthians, mas a resistência de quem insiste em preservar os mesmos mecanismos que nos trouxeram até aqui. Enquanto interesses particulares continuarem acima dos interesses do clube, o Corinthians seguirá refém de um modelo que já demonstrou inúmeras vezes o seu fracasso. Agora sobre a intervenção… Eu, com o meu CPF de corinthiano desde 1980, mesmo entendendo que os promotores precisam esclarecer dúvidas à Fiel, sou favorável, sim, a uma intervenção judicial no Corinthians. E explico o porquê. Acho que todas as pessoas que ainda acreditam nesse modelo atual de gestão deveriam levantar a bandeira da intervenção, pois ela poderia limpar toda a sujeira que foi jogada para debaixo do tapete ao longo de todos esses anos. Ela poderia acabar com quaisquer supostos esquemas, contratos ou interesses obscuros dentro do PSJ e, posteriormente, entregar o clube a pessoas supostamente sem interesses pessoais e minimamente honestas. Mas, claro, antes disso, é fundamental tirar todas as dúvidas possíveis e impossíveis e explicar a todos o que é mito e o que é verdade sobre o processo. Agora sobre a Safiel… Como falei recentemente para algumas pessoas: se alguns dirigentes, conselheiros, torcedores, entre outros, realmente não acreditam na possibilidade de captação de recursos da Safiel, por que não assinam a proposta não vinculante e escancaram para todos que o projeto não funciona, que não dará certo e que não existe interesse do mercado? A oportunidade está nas mãos deles, rs. Ou será que o receio é justamente assinar, avançar para a próxima etapa e depois ter que sentar-se à mesa para debater um modelo de gestão mais profissional dentro do clube? Pergunto porque, se a convicção de que o projeto é inviável é tão grande, não deveria haver qualquer preocupação em permitir que ele seja analisado e testado. Eu apoio! Hoje, no Corinthians, por mais que vários lá dentro do PSJ tenham diversas soluções, a verdade é que os fatos falam mais alto do que qualquer narrativa. Salve o Corinthians”.
Assembleia Geral suspensa
A Justiça suspendeu nesta terça-feira (16) a Assembleia Geral do Corinthians convocada para o próximo sábado (20), na qual os associados votariam a proposta de reforma do estatuto do clube.
A decisão partiu do desembargador Maurício Campos da Silva Velho, da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que acolheu o pedido de tutela recursal formulado pelos conselheiros vitalícios Ademir de Carvalho Benedito, Alexandre Husni e Guilherme Gonçalves Strenger e determinou a suspensão dos efeitos do edital de convocação da assembleia.
Na avaliação do desembargador, os elementos apresentados pelos agravantes revelam indícios consistentes de irregularidades no trâmite da proposta de reforma estatutária, o que justifica a suspensão cautelar do processo. Entre os aspectos apontados está a possível violação do artigo 97, alínea “M”, do estatuto corinthiano, que atribui ao Conselho de Orientação (Cori) a competência para propor alterações estatutárias ao Conselho Deliberativo (CD).
Os agravantes alegam que o Conselho de Orientação é o responsável por propor alterações estatutárias e que não aprovou o texto posteriormente encaminhado ao CD. Na interpretação dos conselheiros, a rejeição do anteprojeto pelo Cori compromete a validade de todo o trâmite subsequente.
Benedito, Strenger e Husni também argumentam que o processo de reforma desrespeitou o rito estabelecido pelo estatuto. Segundo a tese apresentada ao Tribunal, o CD deliberou, em novembro de 2025, apenas sobre a conveniência de promover uma reforma estatutária, sem que existisse naquele momento um texto-base ou proposta concreta submetida à avaliação dos membros do órgão.
De acordo com os requerentes, a decisão de primeira instância teria interpretado equivocadamente essa deliberação como uma aprovação prévia da proposta de reforma. Na visão dos conselheiros, no entanto, o reconhecimento da conveniência de modernizar o estatuto não pode ser confundido com a aprovação de um conteúdo específico para alteração das normas internas do clube.







































