PRÍNCIPE DA PAZ: Massis esfria fervura antes de clássico, exalta relação com Leila e minimiza treta de diretores | OneFootball

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·21 March 2026

PRÍNCIPE DA PAZ: Massis esfria fervura antes de clássico, exalta relação com Leila e minimiza treta de diretores

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Ao passo que Rui Costa, seu executivo de futebol, respondeu questionamentos sobre a preocupação com a arbitragem para o clássico deste sábado (21), no Morumbi, gerando reações exacerbadas pelo lado palmeirense, o presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior, fugiu do tom provocativo do rival.

Na última quinta-feira (19), durante o sorteio dos grupos da Copa Sul-Americana, o mandatário tricolor fugiu a polêmica e em fala conciliadora elogiou o gaúcho Anderson Daronco, árbitro do jogo que acontece às 21h (de Brasília), no Morumbi, e ainda enfatizou que possui boa relação com a presidente rival, Leila Pereira.


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“Acho que o Daronco é um excelente árbitro, tem tudo para levar o clássico tranquilamente. Temos toda confiança nele, não tem dúvidas. Nos bastidores, deixa eles discutirem, nós não temos problemas. Eu e a Leila nos damos muito bem. Eles têm que fazer isso, brigar pelo clube que trabalham, mas estamos tranquilos”, disse.

Importante ressaltar que a fala de Massis à ‘ESPN‘ ocorreu antes da resposta até certo ponto hipócrita da palmeirense, à ‘Globo‘, onde concordou com seu executivo de futebol, Anderson Barros, e provocou, mencionando o longo jejum de vitórias do Tricolor sobre o time verde.

Ou seja, de certa forma, enquanto Massis jogou água gelada no incêndio, Leila jogou gasolina.

“O São Paulo tem que lembrar que nós vencemos os últimos cinco jogos contra eles e estamos invictos há onze jogos. Será que é sempre a arbitragem que nos beneficia? Sempre ou é o gramado ou é a arbitragem.” Ela também citou o lance de 2022, ignorando as muitas polêmicas mais recentes que favoreceram seu time: “Por que ele não lembrou o que aconteceu na Copa do Brasil em 2022? Poderia lembrar. O que fizemos? Reclamamos, falamos, conversamos na CBF, e bola para frente. Não fico querendo colocar pressão antes de um clássico tão relevante.”

Há um ponto de partida que não deveria ser controverso: o São Paulo tem motivos objetivos para reclamar da arbitragem em jogos recentes contra o Palmeiras, numa sequência de lances relevantes, com impacto direto em resultados, que foram amplamente questionados e, em alguns casos, quase consensuais. Ainda assim, às vésperas de mais um Choque-Rei, o debate público tomou um rumo curioso.

Quem abriu a discussão foi Abel Ferreira, não para tratar de episódios específicos, mas para sugerir uma teoria difusa de complô envolvendo “dois ou três times”, totalmente vazia de sustentação. A resposta tricolor veio em tom mais simples: Rui Costa limitou-se a estabelecer um fato — os prejuízos recentes — e a pedir algo elementar: que “a equipe de arbitragem aplique a regra”. Mesmo sem nenhuma insinuação, foi suficiente para provocar a reação do diretor de futebol palmeirense Anderson Barros, que optou por direcionar sua crítica ao dirigente são-paulino, e não ao próprio treinador, que havia iniciado a polêmica. Ele chamou a manifestação de “oportunista” e afirmou que “o futebol está muito além desse tipo de prática que era feita no passado”. Fica a dúvida: que prática? E por que ela é associada a quem pede apenas cumprimento de regra?

A incoerência se amplia quando o mesmo discurso passa a invocar uma suposta “forma de agir” histórica do São Paulo, sem que ele esclareça exatamente do que se trata. Ainda mais quando confrontado com a própria sequência recente de erros em Choques-Rei, incluindo o clássico de outubro, em que múltiplos lances favoreceram o lado alviverde. Soa como uma tentativa de deslocar o foco.

Na mesma linha, a presidente Leila Pereira recorreu ao termo “histéricos” para classificar as manifestações tricolores, ao mesmo tempo em que mencionou um suposto erro em 2022, também citado por Barros e igualmente ignorado o histórico mais recente. Ela ainda afirmou não gostar de criar pressão antes de clássicos. A contradição é evidente: a pressão que ela diz evitar já havia sido colocada anteriormente, de forma muito mais incisiva, por um subordinado seu, reforçando a sensação de discurso seletivo.

O que se viu nas últimas 48 horas foi um contraste claro de posturas. De um lado, um clube que tem histórico recente que sustenta suas reclamações e optou por uma abordagem direta. Do outro, um conjunto de falas que oscilam entre a acusação sem base concreta e a crítica a comportamentos que, na prática, são reproduzidos por quem os condena. Em meio a isso, o jogo de amanhã acaba contaminado por um ruído que pouco acrescenta à discussão central: a necessidade de uma arbitragem que simplesmente cumpra a regra.

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