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·15 February 2026
São Paulo estuda rescisão com mais uma empresa por suspeitas

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São Paulo estuda rescisão com mais uma empresa por suspeitas

O São Paulo FC, agora gerido por Harry Massis após a renúncia de Julio Casares, colocou todos os contratos do clube sob escrutínio rigoroso. Entre eles, destaca-se o acordo com a Milclean, empresa responsável pela limpeza do clube social, que está a um passo da rescisão por descumprimento sistemático das obrigações. Conselheiros tricolores pressionam pelo rompimento desde janeiro, quando uma reportagem do Estadão expôs falhas graves no serviço. Informação dada pela Itatiaia.
Internamente, a tendência é clara: romper o vínculo. O clube apura as “variáveis finais” e investiga irregularidades na execução do contrato, firmado em 2024 com vigência até 2027. A direção já cortou laços com outras parceiras, como a FGOAL (alimentos e bebidas em dias de jogo), em uma operação de “limpeza geral”.
Assinado na gestão Casares, o contrato da Milclean prevê um custo anual de R$ 6,8 milhões para limpeza do clube social. Ele exige uma equipe mínima de 96 funcionários de segunda a sábado, e 95 aos domingos e feriados, distribuídos em três turnos. No entanto, em nenhum dos 31 dias de dezembro o efetivo mínimo foi atingido, configurando quebra clara do acordo.
A apuração interna do São Paulo revela que a empresa falhou repetidamente em manter o quadro de pessoal, priorizando justificativas como “dificuldade de contratação em São Paulo”. A Milclean rebate alegando investimentos em tecnologia (máquinas, carrinhos elétricos e software de gestão, totalizando R$ 400 mil sem repasse ao clube), além de prêmios de assiduidade e treinamentos desde janeiro de 2025. Pesquisas de NPS indicariam satisfação dos associados, segundo a empresa.
A Milclean foi fundada por Reinaldo Carneiro Bastos (atual presidente da FPF) e Otávio Alves Corrêa Filho, o que adiciona tempero político ao caso. Reinaldo nega envolvimento atual, afirmando ter saído da sociedade em 2021. A empresa sustenta que venceu concorrência pública em 2024 contra sete rivais, por critérios técnicos e financeiros, sem interferência do ex-sócio.
Do lado tricolor, a resposta é contundente: o clube contratou a FTI Consulting e o escritório Machado Meyer para uma investigação independente sobre denúncias de quebra de integridade. A Polícia Civil avalia abrir inquérito específico sobre o contrato da Milclean, integrando uma força-tarefa que mira escândalos da gestão anterior.
Esse episódio reforça a necessidade de transparência e eficiência na administração do SPFC. A nova gestão Massis sinaliza um tempo de reestruturação, priorizando parcerias sólidas e fim de irregularidades. São-paulinos cobram agilidade na rescisão e punições aos responsáveis, em meio a um 2026 de reconstrução no Morumbi.
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