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·16 June 2026

Taremi e selecionador do Irão ao ataque: «Somos os mais oprimidos»

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Depois do empate diante da Nova Zelândia, o selecionador iraniano Amir Ghalenoei e os capitães de equipa Taremi e Mohebi criticaram publicamente a FIFA e as regras impostas pelos Estados Unidos à seleção do Irão, que teve de abandonar o país logo depois do jogo.

«Depois do jogo de hoje, disseram-nos assim: 'Vocês têm de ir embora imediatamente'», começou por dizer o selecionador iraniano. «Pediram-nos para apanhar um avião e voltar para o nosso acampamento em Tijuana. Estão a forçar-nos a voltar mais cedo.»


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«Estão a tornar a situação cada vez mais difícil, a criar mais obstáculos, mas não vamos deixar que isso nos impeça de dar o nosso melhor. Deveríamos ter chegado duas noites antes do jogo, mas não permitiram. Deveríamos ficar aqui esta noite para nos recuperar e voltar amanhã na hora do almoço. Acho que nossa seleção é a mais oprimida de todo o Mundial. A nossa federação não está aqui, a nossa imprensa não está aqui, a nossa direção não está aqui», acrescentou.

Taremi, antigo avançado do FC Porto, revelou atrasos nos voos da seleção e complicações na logística. «Acho que isto não é bom para o futebol. No Mundial, precisamos de nos preparar bem para o próximo jogo, o que gera muito stress para os jogadores, equipa técnica e todos os envolvidos. O voo de Tijuana para Los Angeles seria uma viagem curta e demoramos cinco horas... A FIFA precisa de ajudar-nos mais do que isso.»

De relembrar que o Irão teve de alterar o seu quartel general - de Tucson para Tijuana - apenas duas semanas antes do torneio por não poder ficar nos Estados Unidos. Depois de chegar ao México, 15 membros da equipa técnica e staff tiveram os seus vistos negados para entrar nos Estados Unidos. Esse número foi posteriormente reduzido para 11, após a aprovação de alguns vistos.

A equipa chegou a Los Angeles para o primeiro jogo sem os seus dois assessores de imprensa, alguns analistas e o presidente da federação, Mehdi Taj.

Infiantino, líder máximo da FIFA, visitou o balneário do Irão no final da partida e discursou aos jogadores, algo que também parece não ter caído muito bem no seio da comitiva iraniana.

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