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·31 May 2026

Técnico do Corinthians explica mudança no segundo tempo, fala sobre Gui Negão e projeta evolução do Corinthians após pausa

Article image:Técnico do Corinthians explica mudança no segundo tempo, fala sobre Gui Negão e projeta evolução do Corinthians após pausa
  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

Depois da vitória do Corinthians sobre o Grêmio por 3 x 1, na Arena do Grêmio, Fernando Diniz também comentou aspectos táticos da partida, a conversa no intervalo, a situação de Gui Negão e a expectativa de evolução da equipe durante a pausa no calendário para a Copa do Mundo.

Ao falar sobre a mudança de postura do Corinthians no segundo tempo, Diniz afirmou que a equipe precisava ter mais coragem para construir as jogadas pelo chão e evitar bolas longas desnecessárias.


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Fotos: Victor Lannes/Agência Corinthians

“Metade é esse, querido. Mas eu acho que, na realidade, o que faltava para a gente era um certo encorajamento para poder jogar. O time consegue fazer as coisas que fez no segundo tempo, estava com uma certa inibição. O que acontece quando a gente se propõe a jogar, a gente errou saída contra o Platense, errou contra o São Paulo e era um jogo que pedia para a gente se aproximar mais para jogar, construções mais curtas. Obviamente, quando ganha, as coisas dão certo, a gente tem esse tipo de enaltecimento do time. E às vezes, quando dá uma coisa errada, as pessoas questionam muito: mas vale a pena sair jogando? Por que sair jogando? Por que o goleiro jogar? E hoje o que fez a gente jogar bem no segundo tempo foi a coragem que os jogadores tiveram para sair jogando por via baixa, de ter o domínio, não ficar alongando bolas que não precisavam ser alongadas.

Às vezes tem que alongar o jogo todo, porque a marcação está muito alta ou a gente está muito inseguro para jogar. Mas eu acho que o encorajamento para jogar e desfrutar do jogo de futebol foi o que a gente mais fez no segundo tempo. Os jogadores começaram a jogar bem, com confiança, as coisas começaram a fluir, os gols saíram. E aí fica bom de jogar, você fica com o time seguro e seguro com a posse e com chance de fazer o gol, cedendo poucos contra-ataques. Então acho que o segundo tempo foi um segundo tempo excelente do time.”

Questionado sobre Gui Negão, o treinador explicou que a ausência recente do atacante está relacionada ao período em que o jogador ficou fora por lesão e à concorrência interna no elenco.

“Então, um dos motivos principais é a ausência dele por causa da lesão. Porque ele está comigo, eu estou aqui há menos de dois meses. E o Gui Negão está comigo há menos de um mês, eu acho, em condições de participar. E tem outros jogadores que estavam mais inteirados no trabalho e ele está treinando bem. É um jogador que eu gosto. Ele jogou contra, inclusive, muito bem. Quando ele jogou contra o Vasco ano passado, eu era o técnico do Vasco. E a questão de oportunidade é que não dá para você colocar dez jogadores. Porque se você não colocou outro jogador, só tem cinco para trocar.

Não tem mais do que cinco substituições. Talvez se tivesse, ele teria entrado. Mas é um jogador que está muito bem nos treinamentos. E é um jogador muito dedicado, identificado também com o clube, formado nas categorias de base. E, com o passar do tempo, não existe uma promessa. Vou procurar colocar aqueles que eu acho que estão em melhores condições para aquele jogo.”

Diniz também analisou o plano tático adotado contra o Grêmio. Segundo o treinador, o Corinthians buscou pressionar, mas sem se expor aos contra-ataques da equipe gaúcha.

“Então, da parte tática, o Grêmio é um time que a gente tem que tomar muito cuidado. É um time que joga, em alguma medida, um pouco parecido com o Botafogo. E tem jogadores que nem o Braithwaite, que a gente nem estava esperando que saísse como titular. A gente esperava que ia ter um outro tipo de formação, com mais o Carlos Vinícius, o Mec e o Dodi, jogadores de velocidade, com bastante saúde. A gente tinha que saber pressionar e tinha que saber se recompor rápido, porque o Grêmio escapou algumas vezes e criou dificuldade para a gente.

Mas o time tem uma postura, não é que a gente fez assim contra o Grêmio, é uma postura… Eu costumo mexer pouco na estrutura do time e na maneira de jogar. A gente fez algumas adaptações, porque os times merecem, alguns times merecem adaptações especiais. E o Grêmio, a gente teve muito respeito com o Grêmio, porque é um time que tem um ótimo treinador. Fez partidas, oscilou para boas partidas com outras não tão boas, mas é um time muito bem treinado e com ótimos jogadores. Então a gente estava pressionando, mas nunca de maneira desprotegida. Porque a gente sabia que, se errasse na pressão ou no retorno, a gente podia ter muito problema na partida.”

Por fim, o técnico falou sobre a pausa no calendário e afirmou que o Corinthians pode evoluir em diferentes áreas durante o período de treinamentos. Diniz destacou que os jogadores conseguiram assimilar rapidamente pontos considerados essenciais em sua forma de trabalhar.

“Eu acho que a gente vai conseguir evoluir em todas as frentes. Mas a parte mais importante foi instalada rapidamente, quase que instantaneamente no Corinthians. Que para mim o futebol, vou falar mais uma vez e vou falar outras tantas. O futebol, o jeito que eu vejo o futebol, aquilo que as pessoas às vezes falam que é o dinizismo, para mim tem um tripé que eu acho que é muito definidor daquilo que eu penso sobre o futebol e sobre a vida. O futebol para mim é viver, é vida em movimento.

É vontade, é ter fome, os caras tiveram quase o tempo todo. Solidariedade, a gente se ajudar o tempo todo e ter coragem para fazer as coisas. Então essas coisas que são imprescindíveis, elas tiveram em boa medida, por isso que as coisas aconteceram de maneira rápida. As outras coisas da parte tática, com o tempo, a gente certamente vai ganhar mais segurança para sair jogando, vai ter estruturas até diferentes de marcação, encaixe de marcação, tudo isso, condição física, condição físico-técnica que a gente vai melhorar com os treinamentos.

Vocês sabem que eu sou um cara que gosta de trabalhar muito, então os jogadores vão evoluir nesse sentido. Então a pausa para nós vai ser muito boa no primeiro momento, para os jogadores descansarem. Corinthians e Vasco terminaram a temporada do ano passado às vésperas do Natal e voltaram de maneira precoce, então os jogadores estavam sedentos por descanso. O Corinthians precisava de descanso, precisava de pausa. Então eu sou muito grato, aquilo que os jogadores fizeram não foi uma coisa fácil, a partir da minha chegada, porque a gente acelerou muitos processos, e eles entregaram muita coisa para um time que estava precisando de um certo descanso. Eles souberam compreender aquilo que a gente precisava fazer juntos, e acho que a gente soube aproveitar bem esses primeiros quase dois meses juntos.”

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