Esporte News Mundo
·6 February 2026
Vasco cria, pressiona, mas cede empate à Chapecoense em São Januário

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·6 February 2026

O Vasco esteve perto de conquistar sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro, mas deixou São Januário com um sentimento de frustração na noite desta quinta-feira (5). Dominante durante quase todo o confronto, o time carioca esbarrou na própria falta de eficiência e na valentia da Chapecoense, que arrancou o empate por 1 a 1 com um golaço de Jean Carlos, já nos minutos finais, pela segunda rodada da Série A.
O resultado mantém o Cruzmaltino sem vencer na competição após dois jogos, somando apenas um ponto, cenário que amplia a cobrança sobre o trabalho de Fernando Diniz. Do outro lado, a Chapecoense segue invicta, chega aos quatro pontos e reforça a imagem de equipe competitiva, mesmo atuando fora de casa diante de um adversário mais propositivo.
Vasco controla, cria, mas para no próprio desperdício
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Empurrado pela torcida, o Vasco tomou conta das ações desde os primeiros minutos. Com posse de bola elevada e presença constante no campo ofensivo, a equipe carioca empilhou chances, mas falhou no momento mais decisivo: a finalização. Foram 12 arremates ao gol ao longo da partida, número que evidencia o domínio, mas também expõe a baixa conversão.
No primeiro tempo, Philippe Coutinho foi o principal articulador e também quem mais levou perigo. O meia teve ao menos três boas oportunidades para abrir o placar, mas não conseguiu balançar as redes. A chance mais clara dos 45 minutos iniciais surgiu com Brenner, que recebeu passe açucarado de Coutinho, invadiu a área e finalizou em cima de Léo Vieira. O goleiro da Chapecoense, aliás, foi um dos destaques do duelo, com intervenções seguras e boa leitura de jogo.
A Chapecoense, mais retraída, pouco ameaçou. A única chegada perigosa veio após erro de saída de bola de Léo Jardim e Thiago Mendes, mas Rafael Carvalheira desperdiçou. Brenner ainda chegou a marcar, porém a arbitragem assinalou falta no goleiro, anulando o lance.
Gol vascaíno, reação catarinense e pintura no fim
O panorama se manteve no início do segundo tempo, mas, desta vez, o Vasco conseguiu transformar volume em gol. Após insistir pelo lado esquerdo, Andrés Gómez levou vantagem sobre a marcação, cruzou na área e encontrou Pumita Rodríguez, que apareceu como elemento surpresa para finalizar de direita e vencer Léo Vieira. Um gol que premiava a postura ofensiva do time da casa.
Embalado, o Cruzmaltino seguiu pressionando. Brenner teve nova chance clara para ampliar, mas acertou a trave, aumentando a sensação de que o placar poderia ser mais elástico. A partida parecia sob controle, até que a Chapecoense mudou sua postura.
Com as alterações promovidas por Gilmar Dal Pozzo, o Verdão do Oeste passou a arriscar mais, explorando os espaços deixados pelo Vasco. Em contra-ataque, Marcinho teve a oportunidade do empate, mas finalizou para fora, por pouco não silenciando São Januário.
Quando o ritmo do jogo já diminuía, veio o golpe final. Em falta cometida por Pumita na intermediária, Jean Carlos assumiu a responsabilidade e cobrou com extrema precisão. A bola foi no ângulo de Léo Jardim, ainda tocou na trave antes de morrer no fundo da rede, em uma verdadeira pintura que decretou o empate e frustrou a torcida vascaína.
Agora, o Vasco volta a campo no domingo (8), às 18h, novamente em São Januário, pelo Campeonato Carioca. Já a Chapecoense enfrenta o Criciúma, às 19h, na Arena Condá, pelas quartas de final do Campeonato Catarinense, embalada pelo ponto conquistado fora de casa e pela confiança em alta.








































