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·25 de enero de 2026

A conclusão do Estádio do MorumBIS

Imagen del artículo:A conclusão do Estádio do MorumBIS

No dia 25 de janeiro de 1970, com a realização de um amistoso contra o Porto, de Portugal, encerrado em 1 a 1 no placar, a comunidade tricolor enfim pôde realizar um grande sonho: concluir o grande, e então denominado Estádio Cícero Pompeu de Toledo – o MorumBIS, depois de quase 18 anos de muito empenho e dedicação no período de construção da casa são-paulina.

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Inaugurado em 2 de outubro de 1960, ainda sem ter sido finalizado, com a vitória sobre o Sporting de Lisboa por 1 a 0 (gol de Peixinho), o estádio do São Paulo ainda levaria uma década para se ver livre dos vergalhões de ferro e sacos de cimento.


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O período que se seguiu foi de grande estagnação. Sem o suficiente em caixa, o MorumBIS nada avançou de 1961 a 1968.

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Imagens de várias etapas da construção do MorumBIS

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/ Arquivo Histórico João Farah

O primeiro sistema de refletores / Arquivo Histórico do São Paulo Futebol Clube

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Laudo Natel e Cícero Pompeu de Toledo: expoentes visionários do MorumBIS / Arquivo Histórico João Farah

Patrono do Tricolor, Laudo Natel foi o homem que tornou o sonho do MorumBIS realidade. Moço do interior, cresceu na cidade grande como diretor de banco. Pelo talento administrativo, Cícero Pompeu lhe trouxe ao clube, a princípio como tesoureiro, em 1951. De cara, Natel instituiu a publicação de todos os balanços do clube – feito que ocorre desde 1952 anualmente, em veículos de grande porte.

Assim, rapidamente assumiu a presidência do São Paulo, ocupando-a por sete mandatos, de 1958 à 1971. E foi justamente na época de poucos avanços na construção do MorumBIS, nos anos 1960, que o presidente do São Paulo, Laudo Natel, iniciou sua carreira política. Eleito vice-governador do Estado, por chapa independente, em 1962, assumiu o cargo majoritário por oito meses, entre 1966 e 1967. Após cumprir seu mandato, não voltou a desempenhar função pública até 1971, após a conclusão do Gigante.

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Na época da inauguração: ninguém nas vizinhanças / Arquivo Histórico João Farah

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Ou bem, quase ninguém… e algumas vacas / Arquivo Histórico João Farah

Não contando com qualquer ajuda governamental, o MorumBIS só voltou a crescer, e a passos largos, em 1968, com o advento do fantástico Carnê Paulistão. “A Grande Jogada é Construir o Paulistão” foi uma campanha idealizada por Hélio Setti e Oswaldo Molles. Na TV Excelsior, nos intervalos das novelas, sorteava-se prêmios para aqueles que estivessem em dias com as suas mensalidades.

O nome Paulistão foi uma tentativa de se apelidar o Estádio Cícero Pompeu de Toledo como simbolo de toda a população do Estado. Apesar do sucesso do produto comercial, a alcunha, em si, jamais pegou. Nesse aspecto, o estádio sempre foi o MorumBIS.

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Carnê da série original / Arquivo Histórico João Farah

Com tiragem inicial de 100.000 unidades, o carnê foi tão bem sucedido que ganhou outras seis séries, totalizando 700.000 carnês, vendidos a NCr$ 5,00 (cada qual com 12 prestações no mesmo valor). Outros clubes, posteriormente, adotaram a mesma prática, inclusive pressionando o São Paulo a romper sua patente. Os carnês concorrentes não vingaram, e o Tricolor, então, se comprometeu a repassar-lhes uma quota de seus ganhos.

Com as finanças em dia (sobrou dinheiro até para contratações de craques como Gérson, Toninho Guerreiro, Pedro Rocha, Forlán…), o que o São Paulo não pôde realizar em oito anos, o fez em dois. Ao custo de NCr$ 6.890.000,00 (Cia Construtora Nacional S/A, Servix Engenharia S/A & Enbasa Engenharia e Comércio S/A)), o estádio enfim foi concluído no dia 20 de dezembro de 1969. Só faltava a festa para a entrega da obra concluída, que aconteceu de 25 de janeiro de 1970.

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Anos 70: o bairro ainda é deserto / Arquivo Histórico João Farah

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A inauguração definitiva do estádio se deu em partida contra o Porto, de Portugal. O Estádio possuía, então, capacidade para 149.408 pessoas. E o primeiro gol dessa nova fase foi marcado pelo português Vieira Nunes, cabendo a Miruca a primazia são-paulina.

SÃO PAULO Futebol Clube 1 x 1 Futebol Clube do PORTO

SPFC: Picasso; Édson Cegonha (Cláudio Deodato), Jurandir, Roberto Dias e Tenente; Lourival e Gérson; Miruca, Zé Roberto (Téia),Toninho Guerreiro (Babá) e Paraná. Técnico: Zezé Moreira

Gols: Miruca, 35’/1.

FCdP: Vaz; Acácio, Valdemar, Vieira Nunes e Sucena; Pavão e Gomes; Chico (Celinho), Pinto (Ronaldo), Rolando e Nóbrega. Técnico: Elek Schwartz.

Gol: Vieira Nunes, 32’/1.

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A inauguração do MorumBIS concluído / Arquivo Histórico João Farah

Realmente, como diz Laudo Natel, a construção do MorumBIS foi uma obra de igreja, realizada com o que se podia, aos poucos, pela venda de ideias, fazendo jus ao um belo mote: Fé e Perseverança. E já que era um sonho, que fosse grande! Sempre fazendo o possível primeiro, e o impossível depois.

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Após 18 anos de obras, o MorumBIS foi finalizado / Arquivo Histórico João Farah

Por Michael Serra / Arquivo Histórico João Farah

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