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·21 de junio de 2026
ALVO NA MIRA: Massis quer penta de 2002 como substituto de Rui Costa no São Paulo

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O São Paulo iniciará nos próximos dias o planejamento para preencher a vaga deixada pelo executivo de futebol Rui Costa, demitido no último sábado. Entre as alternativas em pauta, que variam desde a remota efetivação do interino Rafinha até a contratação de um novo profissional de mercado, o nome do ex-zagueiro Edmílson surge como um dos cotados pela diretoria tricolor.
A informação foi divulgada inicialmente pelo portal ‘Globo Esporte‘ e confirmada ao AVANTE MEU TRICOLOR por fontes da cúpula são-paulina.
Atualmente, o pentacampeão mundial ocupa um cargo estratégico na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), focado no desenvolvimento de iniciativas institucionais e na interlocução com clubes e federações.
A aproximação entre o clube e o seu ex-atleta ocorreu durante a viagem recente do presidente são-paulino, Harry Massis, aos EUA, a convite da própria entidade nacional, para acompanhar a estreia do Brasil na Copa do Mundo.
Na ocasião, o perfil de Edmílson foi debatido como uma alternativa viável para uma eventual reformulação no departamento de futebol.
Segundo o AMT ouviu, ajudou a convencer o mandatário tricolor o fato do ex-jogador ter mostrado “profundo conhecimento” das coisas do São Paulo.
“Ele queria trabalhar com outras coisas no futebol, mas confidenciou ao presidente o desejo de atuar nesta área, ser gerente. Tem cursos, já fez estágio, tudo na Europa. E uma ligação com o clube. Aliás, o presidente ficou encantado como ele conhecia do que se passava, comentando jogos e até negociações que estão em andamento”, confidenciou uma fonte à reportagem.
Até o momento, a cúpula tricolor não definiu os prazos para a contratação do novo profissional. Diante disso, a gestão do futebol do São Paulo operará temporariamente sem a figura de um executivo de carreira ao longo dos próximos dias.
A tendência de momento nos bastidores do São Paulo indica que o gerente esportivo Rafinha não será efetivado no cargo de executivo de futebol.
A avaliação interna baseia-se na distinção técnica entre as atribuições de cada função: enquanto o cargo de executivo exige atuação direta em engenharia financeira, negociações de atletas e gerenciamento macro do departamento, a função de Rafinha concentra-se na interlocução e no elo institucional entre a diretoria e o elenco profissional.
Contudo, durante o período de transição em que o clube busca um substituto para Rui Costa, Rafinha acumulará temporariamente responsabilidades alheias ao seu escopo original. Para viabilizar a gestão do setor e dar andamento aos processos de mercado, o gerente esportivo contará com o suporte operacional do corpo diretivo e jurídico do departamento de futebol, que já auxiliava na confecção de contratos e nos trâmites burocráticos de contratações.
Edmílson se profissionalizou no São Paulo após fazer as categorias de base no XV de Jaú. Inicialmente, era volante, mas pelas mãos de Telê Santana e Muricy Ramalho virou polivalente, atuando de lateral-direito, zagueiro, meia-atacante e até de segundo-atacante. Apesar da longevidade no clube (foram cinco anos de Tricolor), nunca teve tratamento de grande ídolo por parte da torcida, talvez prejudicado por ter chegado no fim da vitoriosa geração bicampeã mundial de 1992 e 1993 e vivido um dos piores momentos de vacas magras no século passado.
Foi como defensor que acabou convocado e escalado como titular da Seleção Brasileira no título mundial de 2002, após recuperar a carreira jogando na Espanha, onde se destacou. No Morumbi, acumulou 254 jogos disputados e 19 gols marcados entre 1995 e 2000, conquistando dois Paulistas (1998 e 2000), além da Copa Master Conmebol de 1996.







































