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·27 de enero de 2026
Analista aponta onde o Flamengo pode ferir o São Paulo em duelo pelo Brasileirão

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·27 de enero de 2026

O Flamengo inicia sua caminhada no Brasileirão 2026 nesta quarta-feira (28) diante de um São Paulo que vive um momento de redefinição e crise técnica. O canal "Falso 9" dissecou o modelo de jogo do time comandado por Hernán Crespo, destacando que, apesar da qualidade na posse de bola, a equipe oferece "avenidas" que o time de Filipe Luís pode explorar.
Esqueça o São Paulo de 2025 que priorizava o esquema com três defensores. Para a estreia no Maracanã, a tendência é que Crespo aposte em um 4-2-3-1, que, na prática, funciona como um falso 4-4-2. A mudança visa acomodar um meio-campo mais técnico, com a entrada de Danielzinho, que tem características similares as de Marcos Antônio, que desperta interesse do Flamengo.
Essa formação privilegia a posse de bola e a aproximação. O time gosta de circular o jogo com paciência, usando os laterais (especialmente Maik na direita) para gerar profundidade, enquanto os meias como Luciano e Bobadilla flutuam por dentro para criar superioridade numérica.
A análise do "Falso 9" alerta para a capacidade do time de ocupar a área adversária. Quando a jogada se desenvolve pelos lados, é comum ver até três jogadores invadindo a área para finalizar. Além disso, a bola parada continua sendo um trunfo, com Arboleda sendo uma ameaça constante no jogo aéreo ofensivo.
É na hora de defender que o São Paulo mostra suas maiores deficiências, e é aí que o Flamengo pode decidir o jogo. A análise aponta dois problemas crônicos na equipe de Crespo:
Transição defensiva lenta: o time ataca com muitos jogadores e deixa a frente da área desprotegida. Quando perde a bola, a recomposição é falha, oferecendo espaços generosos para contra-ataques rápidos.
"O São Paulo hoje é um time que sangra na transição defensiva. É uma equipe que quer propor o jogo, mas que oferece o contra-ataque como se fosse um presente para o adversário", destaca Falso 9.
Desequilíbrio físico: o sistema de marcação de Crespo exige que os zagueiros (como Alan Franco) saiam para caçar os atacantes longe da área.
"O Alan Franco tem essa mania de sair caçando o atacante até o meio-campo. Quando ele sai e não ganha a bola, quem sobra para cobrir? Os volantes baixinhos. É um efeito dominó que termina quase sempre com o goleiro exposto", comenta,
Isso obriga os volantes (Danielzinho e Marcos Antônio, ambos de baixa estatura) a cobrirem a linha de defesa, resultando num desequilíbrio físico.
"Olha para a frente da área do São Paulo. Você tem o Danielzinho e o Marcos Antônio. Estamos falando de dois jogadores na casa de 1,60m a 1,70m para proteger a zaga. Isso não é apenas um risco, é um convite ao perigo. Se o Flamengo alçar bola nessa zona ou forçar o jogo físico, não vai ter disputa, vai ter massacre", destaca.









































