AVANTE MEU TRICOLOR
·23 de julio de 2026
Apagão pós-intervalo custa caro, São Paulo toma dois gols em cinco minutos e continua em queda no Brasileirão

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·23 de julio de 2026

Cinco minutos…
Foi o que bastou para o São Paulo enterrar, senão primorosa, de encher os olhos da torcida, pelo menos uma atuação até certo ponto segura, pragmática e condizente, que vinha sendo premiada com uma vitória alcançada por um gol de falta (algo inédito há três anos).
Mas, pausa de dois meses para a Copa do Mundo à parte, o roteiro tricolor foi o mesmo de sempre desde o segundo trimestre desta temporada: primeiros tempos seguro, etapas finais desastrosas.
A novidade foi o cronômetro… Se antes as surpresas desagradáveis vinham nos minutos finais, agora elas apareceram logo na volta do intervalo. E bastaram cinco minutos do segundo tempo para o São Paulo tomar a virada do Athletico-PR e sair de Bragança Paulista (SP) derrotado por 2 a 1 na noite desta quarta-feira (22), na retomada do Campeonato Brasileiro.
Resultado trágico sob vários prismas. O clube do Morumbi, desalojado mais uma vez por conta de shows e de uma parceria que segundo o seu presidente não rendeu um centavo sequer no ano, não sabe o que é vencer na principal competição nacional desde 25 de abril, quando bateu o Mirassol, veja só, em Campinas (SP). Desde então foram dois empates e quatro derrotas.
Segundo, e não menos importante, que o duelo desta noite era diante um adversário direto na luta por um posto na zona de classificação para a próxima Copa Libertadores. Apesar dos pesares, o Tricolor, que já foi líder em um dia que parece cada vez mais distante, tem esse objetivo. E o revés complica as coisas: segue estacionado nos 25 pontos, cai para a nona posição, e abre cinco pontos para o G-4.
O São Paulo iniciou o jogo em um falso 4-3-3, com três homens no meio-campo. Mas logo percebeu-se que seria o esquema padrão de Dorival Júnior, com Marcos Antônio sendo o escolhido para fazer a meia-esquerda e dar o suporte ofensivo pelo lado canhoto.
Funcionou, em partes, por dois motivos. Um deles foi o adversário, que veio em uma tática defensiva, com três zagueiros e três homens de marcação em seu meio-campo, dando espaços aos tricolores e jogando por uma bola para matar o jogo.
Acima de tudo, contudo, o destaque era Artur, que ao contrário de outras vezes, em que jogava espetado pela direita quase como um ponta, caía constantemente para o meio, mantendo Luciano jogando como atacante fixado ao lado de Calleri e dominando a maior parte das ações com bola no jogo.
Mesmo assim, não se via muita criatividade e objetividade. Sem repertório de ataque, o São Paulo se limitava às infiltrações pelo meio ou jogadas de bola rasteiras vindas pelos lados. Parecia pouco ante um adversário que soava inofensivo e uma certa solidez defensiva dos paulistas.
Ainda com essas dificuldades, o Tricolor foi premiado com o gol por meio da bola parada. Aos 18, Arthur Dias agarrou Calleri na entrada da área. E, na cobrança de falta, Artur acertou o ângulo de Santos, que chegou a tocar na bola, mas não impediu o tento.
O clube do Morumbi, que já teve Rogério Ceni e Raí, não marcava um gol de falta desde 23 de maio de 2023, quando Wellington Rato anotou dessa forma em uma vitória por 2 a 0 sobre o Puerto Cabello, pela Copa Sul-Americana.
Tudo muito bem, parecia um sinal de bons ventos e mudanças. Mas o roteiro são-paulino seguiu o de sempre aos 22, quando Rafael Tolói mais uma vez teve de deixar o campo contundido, cena que se tornou rotina (não só por ele, é verdade).
O otimismo de dias melhores começava a cativas os tricolores, quando a partida reiniciou após o intervalo. E aí a felicidade virou tragédia. Logo no primeiro lance da etapa final, Leozinho aproveitou o rebote depois de uma série de finalizações de seu time que a zaga não cortou, pegou uma bola mal desviada de Lucas Ramón e, de dentro da pequena área, finalizou para empatar.
O apagão seguiu e o pior aconteceu. Menos de cinco minutos depois, o mesmo Leozinho primeiro finalizou e obrigou Rafael a espalmar. Na cobrança do escanteio, o atacante do Athletico pegou de novo sozinho pela direita e chutou cruzado para acertar o canto e sacramentar a virada.
No restante da partida, foi um São Paulo desesperado com muitos atacantes em campo (entre eles o estreante Victor Sá) conseguindo chegar na intermediária paranaense, mas pecando na falta de objetividade clara para empatar. Pior, deu os contra-ataques que o adversário queria e quase viu a desvantagem aumentar.
Uma noite horrorosa e traumática, que sela a primeira derrota para o Athletico como mandante após sete anos…. Agora, para tentar a reabilitação, uma parada fácil, o Flamengo, no Maracanã, às 18h30 (de Brasília) do próximo domingo (26).







































