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·7 de abril de 2026
Após conseguir autorização, São Paulo envia documentos ao Ministério Público

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Na noite desta segunda-feira (6), após conseguir autorização da Live Nation, o São Paulo enviou ao Ministério Público o contrato do clube com a promotora de eventos. Como o acordo entre as partes conta com cláusula de confidencialidade, o Tricolor precisava da validação da parceira comercial para encaminhar a documentação ao MP-SP.
A investigação teve início após o vazamento de um áudio gravado por Rita de Cássia Adriana Prado, intermediária no caso dos camarotes do estádio. No material que veio a público, Mara Casares e Douglas Schwartzmann, ex-diretores do São Paulo, conversam sobre a locação de um espaço premium no show de Shakira, realizado em fevereiro do ano passado.
No áudio vazado, os dirigentes classificam o camarote como clandestino e irregular. A partir disso, a Polícia Civil aprofundou as investigações com o objetivo de apurar um possível repasse indevido de espaços premium no estádio há pelo menos três anos.
Há ainda outros dois inquéritos criminais envolvendo a gestão passada do São Paulo. O primeiro apura possíveis saques em dinheiro vivo dos cofres do clube e eventuais recebimentos pelo ex-presidente Julio Casares, enquanto o segundo investiga suspeitas de corrupção em negociações realizadas pelo clube social.
Áudios entre Douglas Schwartzmann, diretor adjunto da base do São Paulo, e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares e diretora cultural e de eventos, revelaram um esquema ilegal de comercialização de um camarote para shows realizados no Morumbis. Após o vazamento do caso, Schwartzmann e Mara pediram licença de seus cargos.
Na gravação, Schwartzmann admite que ele, Mara e outras pessoas ganharam dinheiro com o esquema. Ele afirma que Mara Casares recebeu do superintendente Marcio Carlomagno um camarote e comercializou ingressos do show da cantora colombiana Shakira, em fevereiro deste ano. Carlomagno é considerado o braço direito do ex-presidente Julio Casares e principal nome da situação para eleição de 2026.
O camarote que motivou a gravação vazada, no centro de um processo judicial, foi o 3A, no setor leste do Morumbis. Em documentos do clube, esse espaço consta como “sala presidência” e fica em frente ao escritório da presidência do São Paulo, hoje ocupada por Massis.
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