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·8 de enero de 2026
Casares perde apoio no São Paulo às vésperas de votação por impeachment

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Em meio a imbróglios que podem definir o futuro do São Paulo como instituição, nesta quinta (8), quatro correntes políticas do São Paulo resolveram se desligar da 'Coalizão', bloco que dava sustentação à gestão do presidente Julio Casares. A Vanguarda Tricolor, Participação São-paulina, Sempre Tricolor e Legião Tricolor não apoiam mais o mandatário tricolor. Na próxima semana, irá ocorrer uma votação que deve definir o impeachment do cartola.
Juntas, essas alas somam 125 dos 255 conselheiros do clube. Próximo de uma votação que pode definir sua saída, esse rompimento é um duro golpe para o equilíbrio político da atual diretoria. Nesse cenário, a avaliação interna é que o movimento fragilizou significativamente o comando de Casares.
Com o pedido de impeachment do presidente já protocolado, a votação está marcada para a próxima quarta-feira (14) no Conselho Deliberativo. Agora, a Coalizão passa a ser formada apenas por dois grupos: MSP (Movimento São Paulo FC) e Força Tricolor.
A saída simultânea das quatro correntes é vista internamente como uma ruptura profunda no cenário político do clube. A decisão foi construída em consenso entre as lideranças. Sendo que cada grupo possui uma estrutura própria e de trajetória relevante nos bastidores do São Paulo.
A Legião Tricolor, por exemplo, é liderada por Carlos Belmonte, ex-diretor de futebol do clube. Já a Vanguarda Tricolor tem à frente Marcelo Pupo, ex-presidente do Conselho Deliberativo e o Sempre Tricolor é comandado por Fernando Bracalle Ambrogi "Chapecó", ex-diretor adjunto de futebol. Por fim, a Participação São-paulina é coordenada por Themistocles Almeida.
O afastamento conjunto dessas forças amplia a crise política da atual gestão de Julio Casares. Além disso, reduz de forma drástica a base de apoio do presidente no Conselho. Com isso, o grupo dissidente passa a ter papel determinante nas próximas deliberações, sobretudo no processo de impeachment.
Segundo informações do 'uol', nos bastidores, o movimento é encarado como um ponto de virada no cenário político do São Paulo. Ou seja, abre caminho para novas articulações e possíveis rearranjos em uma semana considerada decisiva para o futuro da administração do Tricolor.









































