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·3 de marzo de 2026
Como o Calendário de Shows Deve Tirar o São Paulo de Casa em 2026

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Como o Calendário de Shows Deve Tirar o São Paulo de Casa em 2026
O São Paulo vive um dilema estratégico em 2026: equilibrar as finanças com grandes eventos internacionais e manter o desempenho esportivo longe de sua casa. Com o contrato renovado com a Live Nation até 2031, o clube transformou o MorumBIS em um hub global de entretenimento, mas o preço é a itinerância do time de Hernán Crespo.
A tendência, confirmada pela diretoria, é que o Estádio do Canindé se torne a “segunda casa” oficial do Tricolor ao longo da temporada.
O cenário de indisponibilidade começou cedo. Após duas apresentações históricas da banda AC/DC em fevereiro e uma última programada para 4 de março, o gramado do MorumBIS passará por uma substituição completa. O processo é necessário para garantir a qualidade do campo, mas retira o São Paulo de seus domínios no curto prazo.
Por conta disso, o duelo contra a Chapecoense, em 12 de março, já foi oficialmente transferido para o Canindé. Segundo Rui Costa, diretor de futebol, a escolha pela casa da Portuguesa prioriza o acesso do torcedor e a logística financeira, descartando opções como o Brinco de Ouro, em Campinas.
O calendário de 2026 está recheado de estrelas, o que obrigará o São Paulo a mandar ao menos mais quatro partidas longe do MorumBIS.
Em abril e maio, o astro The Weeknd assume o palco nos dias 30/04 e 01/05. Isso coloca em xeque a logística para o jogo contra o Mirassol (25/04), que pode ter público reduzido devido à montagem da estrutura, e certamente inviabiliza o MorumBIS para o confronto contra o Bahia (02/05).
Já em julho, a “residência” de Harry Styles (dias 17, 18, 21 e 24) coincide com o retorno do futebol após a pausa da Copa do Mundo. O jogo contra o Athletico-PR (22/07) deverá ser no Canindé. Além disso, o clássico contra o Santos (29/07) corre riscos caso uma nova troca de gramado seja necessária após a sequência de shows.
A escolha do Canindé não é por acaso. A relação estreita com a SAF da Portuguesa facilita a operação. Rui Costa foi enfático ao dizer que, embora o MorumBIS seja a prioridade absoluta, o clube precisa ser pragmático:
“É uma tendência que os jogos sejam no Canindé, sempre pensando no acesso do nosso torcedor. Entendemos que, por questões operacionais e custos, é o melhor caminho.”
O São Paulo chegou a cogitar o Canindé para uma eventual final de Paulistão, o que não se concretizou após a eliminação para o Palmeiras. Agora, o foco volta-se para o Brasileirão e para a recuperação física do elenco no período de hiato antes do dia 12.
A parceria com a Live Nation virou polêmica após informações de desvios de shows, ingressos e camarotes garantindo receitas fundamentais para o abatimento de dívidas e investimentos em contratações. Contudo, o desafio de 2026 será não deixar que a falta de “calor do MorumBIS” prejudique a pontuação no Campeonato Brasileiro. Com o DM esvaziando e o retorno de peças como Ryan Francisco, o Tricolor espera que o Canindé seja tão acolhedor quanto sua casa oficial.









































